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Mão na massa

MP paulista denuncia policiais do Denarc por extorsão

O promotor Eduardo Araújo da Silva, do MP paulista, denunciou seis policiais do Denarc -- o todo-poderoso Departamento de Investigações sobre Narcotráfico da Polícia Civil de São Paulo. Os policiais são acusados de associação em bando armado "para o fim de cometerem crimes de extorsão, tráfico ilícito de substâncias entorpecentes, prevaricação e abuso de autoridade".

Os denunciados são os policiais Alderino Loiola de Souza, vulgo "Loiola Nóia", Agnaldo de Barros Melo, Aparecido José Pereira, Walter José das Dores Junior, Eduardo Del Duque e Marcelo Ribeiro.

De acordo com a denúncia do promotor, a partir de meados do ano 2000, "o agente policial Alderino liderou uma verdadeira associação criminosa armada entre os denunciados e demais policiais do Denarc não identificados, para o fim de cometerem de forma estável e permanente crimes de extorsão e abuso de autoridade contra supostos traficantes do bairro do Limão (zona norte de São Paulo), assim como para simularem sua sprisões em flagrante".

Prossegue o promotor, na denúncia, que "a partir do mês de junho de 2000, o denunciado Alderino na condição de agente policial lotado no Denarc, após colher informações de que o responsável pelo tráfico de substâncias entorpecentes no Bairro do Limão, seria um indivíduo conhecido pelo prenome "Ribamar, vulgo Riba", passou a procurar sistematicamente pela vítima Ribamar de Barrs, supondo ser ele o traficante, a fim de que lhe fosse entregue a quantia de R$ 50 mil, para que sua pretensa atividade ilícita fosse tolerada na região. Para tanto, além de procurá-lo em seu local de trabalho e em sua moradia, espalhou entre os moradores da região tal intenção, inclusive deixando o número de seu telefone para contato".

Além de Ribamar, foram perseguidos pelos agentes do Denarc Marlene Aparecida Moreira e José Alberto de Barros -- contra os quais não há provas de que sejam traficantes de fato.

Revista Consultor Jurídico, 3 de junho de 2003, 17h07

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