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Terça-feira, 29 de julho.

Primeira Leitura: Genoino critica pressa de movimento social.

Tapando o sol...

Em meio a uma verdadeira blitz promovida pelos movimentos sociais, a maioria deles formada por militantes petistas, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, tomou para si a missão de comunicar que o governo está tomando medidas compensatórias, ainda que sem garantir coisa nenhuma.

...com a peneira

Segundo ele, já existiriam condições para a redução do empréstimo compulsório dos bancos para ampliar o crédito -- ressalvando que caberá ao Banco Central confirmar isso.

Ele também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria, pessoalmente, determinado a implementação do programa de renovação da frota de veículos para desovar estoques das montadoras, apesar das restrições que Antônio Palocci (Fazenda) faz ao programa.

Agora vai!

Para compensar o imobilismo dos ministérios, limitados pelo superávit primário de 4,25% do PIB, o governo convocou o natimorto Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado Conselhão, para realizar dois dias de debates no Rio e enumerar ações de curto prazo para reativar a economia.

Lula ululante?

Na abertura da reunião, o secretário do Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro, que tem status de ministro, reconheceu que o clima de tensão no país é "óbvio e ululante". O ministro de Lula não explicou se fazia análise política ou apenas trocadilho.

A realidade

No mesmo evento, o empresário Eugênio Staub, dono da Gradiente, disse que "o Brasil vive uma das maiores crises de sua história, semelhante à que aconteceu em 1965, depois do golpe militar". Staub, é bom lembrar, foi o primeiro grande empresário a aderir, com entusiasmo, à campanha de Lula, o que muito colaborou para amenizar a imagem do então candidato.

Ah, bom!

Em entrevista concedida ontem, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que, daqui para frente, a redução dos juros será gradual porque não visa a obter "aplausos no curto prazo", mas sim a cumprir as metas de inflação.

Conspirata

O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, considerou como uma "hipótese plausível" a infiltração de políticos nos movimentos por terra e moradia. "Isso tem de ser objeto de um trabalho de investigação, de um trabalho de inteligência", disse Soares. O presidente do PT, José Genoino, afirmou que o movimento social "não pode esticar muito a corda" nem "querer fazer em seis meses o que não fez em 60 anos".

Necessários espiões

Até o governo Fernando Henrique Cardoso, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) acompanhava o MST, com agentes infiltrados. Mas Lula mandou suspender esse trabalho. O assunto "pertence por inteiro ao ministro Miguel Rossetto", disse uma fonte do Planalto à revista Primeira Leitura de junho passado. Agora, está fazendo falta, já que todo governo precisa de informações estratégicas sobre esse tipo de movimentação. Leia mais em www.primeiraleitura.com.br.

Já?

Em visita a Fortaleza, para reunião com os governadores do Nordeste e com Aécio Neves (MG), para relançar a Sudene, Lula teve de entrar pela porta dos fundos do hotel Caesar Park para não ver o protesto de servidores que o chamavam de traidor. "Abaixo as reformas neoliberais do governo burguês Lula-FMI", dizia uma das faixas exibidas pelos manifestantes.

Assim falou... Horácio Lafer Piva

"É uma crise recente e que se instalou muito rápida, mas de grandes proporções."

Do presidente da Fiesp, fazendo coro às declarações do também industrial Eugenio Staub, sobre a gravidade da recessão no país.

Bolsa de futuros

Quem semeia vento acaba colhendo tempestades... De enigma em enigma, de clichê em clichê, pode-se completar o percurso do que foi, até 1º de janeiro deste ano, a atuação política do PT. Ora, quem converteu em política regular, corriqueira, a seguinte síntese: "Se você não tem, tome"? Quem estimulou, em passado recentíssimo, a ocupação das galerias do Congresso para submeter parlamentares ao corredor polonês, a verdadeiras blitze, premiando-os com moedinhas e cédulas amassadas? O PT, claro.

Por isso, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) pode chorar uma bacia amazônica e argüir seu passado democrático, mas suas lágrimas estarão sempre turvadas pela hipocrisia, ainda que, de fato, chamar a PM fosse a única medida razoável. O caso dos sem-teto de São Paulo é idêntico. O movimento nada mais faz do que repetir, na cidade, o que o MST fez no campo.

Revista Consultor Jurídico, 29 de julho de 2003, 9h27

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