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Voz de Nicolau

Nicolau diz que nunca cometeu crimes de que é acusado

"Reafirmo minha inocência e vou lutar contra a minha condenação pela suposta prática de crimes que nunca cometi." A declaração é do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, que comentou pela primeira vez as acusações de desvio de verbas do TRT paulista. A nota foi publicada -- com exclusividade -- pela revista Consultor Jurídico, nesta segunda-feira (28/7).

O juiz aposentado é representado pelos advogados Ricardo Hasson Sayeg e Thiago Hasson Sayeg, do escritório Hasson Sayeg, Finkelstein, D'Avila e Nelson Pinto Advogados.

Ricardo Sayeg disse à revista Consultor Jurídico que até o momento Nicolau nunca tinha se manifestado publicamente sobre o assunto porque "enfrentou uma campanha massiva contra ele".

Segundo o advogado, o juiz aposentado resolveu fazer uma nota à imprensa na semana passada -- em vez de dar uma entrevista coletiva -- para não haver "distorções".

O Superior Tribunal de Justiça autorizou a prisão domiciliar do juiz aposentado este mês.

Leia a íntegra da nota do juiz aposentado:

Nota Oficial 01/2003

Esclarecimento Público

Como é público e notório fui acusado das práticas dos crimes de estelionato, formação de quadrilha, peculato (desvio do dinheiro público), corrupção passiva e evasão de divisas. A Justiça julgou o caso e afastou todas essas acusações contra minha pessoa, demonstrando que sofri uma grave injustiça.

Reafirmo minha inocência e vou lutar contra a minha condenação pela suposta prática de crimes que nunca cometi, sendo que, numa das quais, sequer fui acusado na denúncia da ação judicial penal, bem como, em ambas condenações houve outras violações inconstitucionais às minhas garantias fundamentais consagradas pelo nosso Estado Democrático de Direito.

Encontro-me ainda em regime de prisão e estou me defendendo até o fim, através de meus advogados, em especial, o Dr. Ricardo Hasson Sayeg, que fica autorizado, se e quando entender conveniente, a prestar todos e quaisquer esclarecimentos às autoridades e população, tendo em vista, que minha defesa, diante das peculiaridades do caso, deve ir além dos tribunais e esclarecer a opinião pública.

São Paulo, 22 de julho de 2003.

Nicolau dos Santos Neto

Revista Consultor Jurídico, 28 de julho de 2003, 18h05

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