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Caos na saúde

MP quer intervenção da União em sistema de saúde do DF

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios querem que a União intervenha no "caos que acomete o sistema de saúde do Distrito Federal". O promotor de Justiça, Jairo Bisol e o procurador da República, Luiz Francisco Fernandes de Souza, entraram com uma ação cautelar preparatória de ação civil pública contra o Distrito Federal.

A principal reclamação, com base em relatório da Anvisa, é referente ao Hospital de Base do Distrito Federal. Segundo eles, os "pacientes convivem com ratos e baratas". Também alertam que no hospital há "equipamentos com mais de 38 anos de uso e totalmente impróprios".

O procurador e o promotor ressaltam que "os pacientes não tomam banho nem trocam roupas diariamente como deveriam; não há separação por sexos em muitos casos; não há sequer mesas de apoio para que os pacientes possam alimentar-se; os índices de infecção hospitalar sobem desenfreadamente; banheiros expõem suas tubulações com odores fétidos à luz do dia; o hospital não cura, antes produz mais doença; pacientes aguardam inermes em longas filas a prescrição que não chega e, quando chega, já não mais os encontra ali, vitimados, dizimados, vencidos por uma lógica irracional e imune à dor alheia".

Eles fizeram questão de lembrar ainda que, no final de 2002 e início de 2003, uma paciente foi internada no hospital para a "troca de um marca-passo e teve o pé direito amputado".

Luiz Francisco e Bisol destacaram ainda outros pontos do relatório como: falta de controle do prazo de validade dos medicamentos, falta constante de lençol e roupas e falta de equipamentos de proteção individual.

Revista Consultor Jurídico, 23 de julho de 2003, 18h04

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