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'Assassinato brutal'

Vice-presidente da OAB paulista lamenta morte de fotógrafo da Época

O vice-presidente da OAB paulista, Orlando Maluf Haddad, afirmou lamentar a morte do repórter fotográfico, Luis Antônio da Costa, baleado nesta quarta-feira (23/7). Ele foi morto enquanto fazia uma reportagem no terreno da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), invadido por um grupo ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Costa trabalhou na revista Época durante cinco anos e recentemente colaborava como free-lancer. (Leia abaixo nota da revista.) Ele era casado e deixa dois filhos. Há duas versões sobre o assassinato. Segundo uma, ele foi vítima de assalto. De acordo com a outra, foi baleado por um segurança.

"O brutal assassinato de um jornalista no exercício da profissão é odioso e evidencia a dimensão que a violência assumiu nas grandes cidades brasileiras, especialmente em áreas invadidas, formando um pano de fundo conflituoso, que pode atingir inocentes", disse Haddad.

Segundo Haddad, a OAB-SP exige o pronto esclarecimento do crime contra o jornalista e pretende acompanhar as investigações. "Este assassinado não pode ficar impune, sob risco de se fomentar, com a sensação de impunidade, ainda mais violência". O vice-presidente da Ordem, afirmou, ainda, que a Ordem espera que os governos estadual e federal olhem mais atentamente a questão fundiária no campo e na cidade. (OAB-SP)

Leia a nota divulgada pela revista Época:

No berço do novo sindicalismo brasileiro, o ABC paulista, a imprensa sempre esteve a postos para cobrir todo o tipo de manifestação social -- de greves a paralisações, de passeatas a invasões de terrenos. Ao cobrir estas manifestações, os jornalistas enfrentaram todo o tipo de adversidade, incluindo a violência física.

Hoje, infelizmente, um jornalista foi vítima de uma truculência sem precedentes.

O repórter fotográfico Luiz Antônio da Costa, a serviço de Época, foi morto a tiros, em frente a um terreno invadido em São Bernardo do Campo. La Costa, como era conhecido pelos amigos, 36 anos, foi fotógrafo de Época durante 5 anos. Recentemente, colaborava esporadicamente com a revista, pois desejava seguir a carreira de free-lancer. Deixa esposa, Luciana, e três filhos.

Por obra do destino, foi escalado para fazer essa reportagem fotográfica e acabou assassinado. Ainda não sabemos se o tiro partiu de um assaltante ou de um segurança do movimento - versões que estão sendo investigadas pela Polícia. Época irá às últimas conseqüências para apurar o que aconteceu e repudia veementemente esta violência gratuita.

Revista Consultor Jurídico, 23 de julho de 2003, 14h56

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