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Inclusão digital

Provedores lançam Comitê Nacional em defesa do acesso gratuito

Provedores de acesso grátis à Internet, entre eles o BR Free, Estadão, iBest, iG, POP, Ubbi e Yahoo! Brasil, lançaram o Comitê Nacional dos Provedores Gratuitos. Matinas Suzuki, do iG é o secretário de comunicação; João Ayres da Silva Filho (Cidade Internet), secretário de mobilização; e Bruno Fiorentini Jr (Yahoo!), secretário de assuntos jurídicos.

O comitê defende a palavra de ordem "Pela democratização da Internet brasileira". De acordo com o secretário geral do comitê e presidente do provedor BR Free, Leonardo Malta Leonel, o Comitê foi criado pelas lideranças do provimento gratuito com o objetivo de defender a bandeira do acesso grátis. "O acesso gratuito é um marco da democratização da Internet e entendemos que este modelo tem que evoluir e não ser destruído", defende Leonel.

"Estão querendo generalizar a Internet grátis e esquecem que existem vários modelos operando hoje no País. Os bancos possuem um modelo, os sites outro e cada portal uma estratégia diferente", argumenta Leonel. "Todos esses modelos têm o apelo da Internet grátis e são importantes na inclusão digital".

No entender do comitê, os interesses da maioria dos usuários de Internet estão sendo esquecidos pela entidade de classe dos provedores e por quem defende o fim do acesso grátis. "Não queremos brigar com nenhum provedor pago ou com a Anatel. Queremos defender o modelo de acesso gratuito e seus usuários. No momento que a associação que representa os provedores é contra o acesso gratuito, nós somos o Plano B", conclui.

Fonte: O Estado de São Paulo.

Leia a íntegra do manifesto do Comitê:

Manifesto dos provedores gratuitos de acesso à internet

Em defesa da continuidade do acesso gratuito à Internet no Brasil e em nome de seus milhões de usuários, a maioria absoluta da população que acessa a internet no Brasil e que querem os seus direitos preservados, os provedores gratuitos de acesso à internet e seus parceiros acabam de fundar o Comitê Nacional de Provedores Gratuitos.

No momento em que o país, após alguns anos de grandes avanços na inclusão digital, vê ameaçada a maior das conquistas neste terreno - o provimento de acesso gratuito -, vi-mo-nos obrigados a criar uma instância que possa defender os interesses da maioria dos usuários de internet, esquecidos pela entidade de classe dos provedores.

É para evitar que o Brasil perca a oferta do serviço gratuito que o coloca hoje como um exemplo a ser seguido por outros países e para recolocar a verdade face aos argumentos falaciosos disparados pelos interesses associados à exclusão digital que os provedores gratuitos se organizam a partir de hoje. Os provedores gratuitos defendem a convivência dos modelos pago e gratuito e o direito dos usuários escolherem entre esses dois modelos conforme suas conveniências e possibilidades.

Brasil, 30 de janeiro de 2003

Comitê Nacional de Provedores Gratuitos

Pela Democratização da Internet Brasileira

Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2003, 18h21

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