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Recursos recuperados

Justiça manda leiloar bens de fraudador da Previdência Social

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mandou leiloar, num prazo de 90 dias, apartamentos, terrenos e vagas de garagem, que foram seqüestrados do advogado Ilson Escóssia da Veiga. Os 40 bens haviam sido comprados com dinheiro obtido em fraudes contra a Previdência Social. Os bens estão avaliados em R$ 3,934 milhões e o dinheiro, devolvido ao INSS.

Há dez dias, o INSS recebeu de volta R$ 12,2 milhões, resultado da venda de 522 quilos de ouro que Escóssia havia comprado também com o dinheiro das fraudes. O advogado havia escondido no exterior cerca de US$ 3 milhões, que foram repatriados e também devolvidos à Previdência.

Ilson Escóssia faz parte do grupo que era integrado pela ex-advogada Jorgina Freitas e pelo ex-juiz Nestor José do Nascimento. Todos estão presos em regime fechado e com os bens seqüestrados. Estima-se que eles podem ter desviado cerca de US$ 188 milhões.

A decisão de mandar a leilão os bens seqüestrados de Ilson Escóssia da Veiga partiu do presidente do TJ, desembargador Marcus Faver. Ele disse que a apuração do caso não vai terminar nunca, já que os fraudadores pulverizaram todo o dinheiro que foi desviado e compraram muitos bens em nome de terceiros, além de terem enviado ao exterior uma parte do dinheiro.

Faver informou que existem ainda dezenas de outros imóveis que estão sendo investigados sob suspeita de terem sido comprados com o dinheiro roubado.

Alguns imóveis comprados pelo fraudador estão em nome de parentes e todos estão sendo intimados pela Justiça a prestar depoimentos, à medida que são identificados. Além disso, alguns bens estão ocupados por inquilinos que não sabiam que o imóvel foi comprado com dinheiro desviado. Essas pessoas também estão sendo notificadas do leilão. (TJ-RJ)

Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2003, 11h49

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