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Quarta-feira, 29 de janeiro.

Primeira Leitura: confiança de empresários no governo cresceu 19%.

Expectativa nas alturas

Alta da inflação, queda recorde da renda, segunda maior taxa de desemprego da história, juros bancários extorsivos... Nada parece abalar a confiança da população e dos empresários de que a situação vai melhorar no governo Lula. É o que mostram os resultados de duas pesquisas divulgadas ontem. Na sondagem CNT-Sensus, nada menos de 63% disseram acreditar que emprego, renda, saúde, educação, pobreza e violência vão melhorar em seis meses. Só 34% acham que esses indicadores estão em nível adequado hoje. A aprovação a Lula é de 83,6%.

Confiança

Sondagem da Confederação Nacional da Indústria mostra que o índice de confiança dos empresários cresceu 19% desde outubro, para 58,9 pontos (acima de 50 pontos significa confiança).

Desconfiança

No mercado, a confiança é outra. Tanto assim que o dólar subiu 0,49% ontem, retomando a trajetória de alta apesar de o Banco Central ter vendido US$ 300 milhões em linhas externas e de ter iniciado rolagem de dívida cambial no valor de US$ 1,7 bilhão.

Ajuda externa

A iminente guerra entre os EUA e o Iraque começa a levar à fuga de investidores dos países emergentes. Mas a seção nova-iorquina do Fed (banco central americano) saiu em socorro do Brasil e recomendou que os investidores deixem dinheiro no país. "É a coisa certa e responsável a fazer" disse o presidente do Fed de Nova York, William McDonough.

Hora de pagar

Já começaram a chegar ao Planalto as faturas dos acordos políticos costurados pelo governo Lula na composição do ministério. E o que se vê é que muitos desses acordos deixam o governo emparedado, pois foram muito além da compensação aos partidos que apoiaram o PT.

Exemplo

Na verdade, os acordos atenderam até mesmo a partidos dentro de partidos - inclusive no PT. O exemplo mais óbvio é o caso Carlos Lessa, nomeado para presidente do BNDES à revelia do ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento). Lessa é a expressão do PT do Rio e da economista Maria da Conceição Tavares no governo.

Torta ideológica

Em entrevista publicada pelo jornal Valor Econômico ontem, Lessa jogou uma torta ideológica na cara do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, ao defender uma ação nacionalista e intervencionista do BNDES. Lessa defendeu que o banco seja transformado num "hospital de empresas", que assumiria companhias com problemas e, depois de saneá-las, as privatizaria.

Nada disso

Da França, Palocci mandou um recado a Lessa: "Essa idéia não existe no governo". Mas, por enquanto, a reação para por aí. Tirar Lessa do BNDES é comprar briga com um dos PTs de oposição ao PT do Planalto. Não é a hora ainda.

Outro problema

Mexer no ministro Anderson Adauto (Transportes) não é apenas mexer com o aliado PL de primeira hora - é mexer com o vice-presidente, José Alencar. E por aí vai, num crescendo de suscetibilidades. Furlan tem tudo para ser o primeiro a espirrar do governo.

Assim falou... Aécio Neves

"Àqueles que apostarem que, em determinado momento, o governador de São Paulo estará de um lado e o governador de Minas de outro, posso assegurar, perderão."

Do governador de Minas afastando a possibilidade de que ele e Geraldo Alckmin entrem em conflito pelo controle do PSDB e pela indicação para concorrer à sucessão de Lula.

Tudo é história

Em seu giro pela Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouviu do chanceler alemão, Gerhard Schroeder, e do presidente francês, Jacques Chirac, que a União Européia está disposta a negociar a suspensão dos subsídios à sua produção agrícola.

Essa promessa é feita pelos europeus há muito tempo e até hoje não foi cumprida. Nas negociações realizadas entre 1973 e 1979, chamadas de Rodada Tóquio, eles se recusaram a discutir a questão e prometeram fazê-lo na Rodada Uruguai, ocorrida entre 1986 e 1993.

Mais uma vez, porém, o assunto foi deixado de lado. A atual Rodada de Doha, iniciada em 2001, o tema voltou a ser excluído pela Europa, que prometeu rever sua política de subsídio agrícola em 2007. Em resumo: é melhor o presidente Lula não acreditar no que ouviu.

Revista Consultor Jurídico, 29 de janeiro de 2003, 10h58

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