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Terça-feira, 28 de janeiro.

Primeira Leitura: BC autônomo terá menos poderes, diz Palocci.

Superávit e exageros

O economista-chefe do Banco Mundial para o Brasil, Joachim von Amsburg, avalia que não existe mais espaço para comprimir despesas e produzir, em decorrência, um superávit fiscal primário maior. Segundo Amsburg, o Brasil só será capaz de elevar seu esforço fiscal se avançar nas reformas previdenciária e tributária. O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, entretanto, não cansa de dizer que fará o superávit que for necessário e deve anunciar nesta semana um aumento da meta de 3,75% do PIB para 4,25%.

Truque

A elevação da meta de superávit fiscal primário será, na verdade, uma espécie de truque, de ilusionismo, porque resultará da elevada taxa de inflação neste ano, o que criará recursos extras no Orçamento.

BC autônomo

Como parte do pacote para conquistar a confiança dos investidores, o governo petista acena com a possível aprovação do projeto que dá autonomia ao Banco Central. O próprio Palocci já informou, contudo, que BC autônomo não terá mais poderes, e sim menos.

Dedo no gatilho

O mercado continua com o dedo no gatilho. Ontem, um dia de muita volatilidade, o dólar chegou a valer R$ 3,68, mas fechou em queda de 0,22%, cotado a R$ 3,622, interrompendo uma seqüência de seis altas consecutivas. Segundo operadores, houve intervenção do BC.

Não adianta

O comportamento do dólar explica-se, em grande parte, pela expectativa de uma guerra americana contra o Iraque. Isso quer dizer que não adianta o governo tentar agradar ao mercado e se mostrar confiável. O problema é outro: o Brasil é vulnerável a crises externas.

Economia de guerra

Analistas econômicos estão cada vez mais convencidos de que um conflito no Iraque tem reduzidas chances de trazer algum benefício para os mercados de ações. Por diversos motivos, as Bolsas não reagiriam da maneira tradicional, que é a de uma queda forte no período que antecede a ação militar e uma recuperação forte assim que esta se inicia.

Vietnã

Alguns analistas dizem que, se a ação no Iraque complicar mais a situação no Oriente Médio, a comparação mais apropriada será com a Guerra no Vietnã, conflito que encerrou duas décadas de crescimento e iniciou um período recessivo que só acabou nos anos 1980.

Ambíguo

Os inspetores de armas da ONU apresentaram ao Conselho de Segurança um relatório de suas atividades no Iraque que serve tanto aos que, como o presidente George W. Bush, querem a guerra logo quanto os que dizem que ainda não há provas de que Saddam Hussein tenha armas de destruição em massa.

Sucesso de Lula

A imprensa européia deu destaque para o discurso de Luiz Inácio Lula da Silva em Davos. Segundo o diário alemão Die Welt, sua mensagem foi a de que outro mundo é possível. Para o espanhol El País, Lula "levou a Davos esperanças e vontade, algo que falta em uma reunião dominada pelo pessimismo".

Assim falou... Heloísa Helena

"Quem faz o serviço de saúde, de educação, de segurança pública, de auditoria fiscal, de arrecadação não são discos voadores."

Da senadora petista (AL) ao criticar a idéia, defendida pelo governo, de acabar com o regime previdenciário exclusivo do setor público. Segundo ela, o fato de essas tarefas serem "exclusivas do aparelho do Estado" justificaria a existência de uma Previdência específica para os funcionários públicos.

Tudo é história

O presidente do PT, José Genoino, não é o primeiro a receber uma torta na cara por conta de um protesto. O grupo Confeiteiros sem Fronteiras (Pâtissier Sans Frontières, PSF), responsável pelo ataque de domingo, já teve entre suas vítimas, por exemplo, Michel Camdessus, quando o então diretor-gerente do FMI fazia seu último discurso no cargo.

Também já foram alvos Renato Ruggiero, à época em que liderava a Organização Mundial do Comércio, e o cineasta Jean-Luc Godard. Jogar tortas na cara de celebridades, políticos e empresários é uma atividade com um vasto grupo de adeptos.

Além do PSF, uma organização sem qualquer organização - não existem líderes nem sede -, há também os americanos do Biotic Baking Brigade (algo como Brigada do Bolo Biótico), os belgas da Internationale des Anarchos-Pâtissiers, os holandeses do Actiegroep T.A.A.R.T., os canadenses do Les Entartistes...

Revista Consultor Jurídico, 28 de janeiro de 2003, 11h39

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