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Ligações perigosas

Advogada acusada de seqüestro e de ligação com PCC fica presa

A advogada Ana Cristina Ribeiro Wright, acusada de envolvimento com crime de extorsão mediante seqüestro, deve permanecer presa. A decisão é do vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, no exercício da presidência, ministro Edson Vidigal, que negou liminar em habeas corpus para a advogada até o julgamento do mérito da questão.

Ela está presa, desde o ano passado, na Penitenciária Feminina do Estado de São Paulo. O caso teve grande repercussão na imprensa, após ter sido descoberto o envolvimento da advogada com a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ana Cristina é acusada de participar do seqüestro de Andreia Locatelli no dia 22 de janeiro do ano passado na cidade de São Paulo. Junto com mais três réus ela teria mantido a vítima em cativeiro por pouco mais de um dia.

O grupo teria exigido da família a quantia de R$ 2 milhões para libertar Andreia Locatelli. No entanto, a tentativa foi frustrada. A Polícia Militar interceptou uma ligação anônima, localizou o cativeiro e libertou a vítima.

No local do seqüestro, foi encontrada uma agenda de telefones a qual ajudou a polícia a encontrar os outros acusados. Eles confessaram o crime e tiveram a prisão decretada pelo Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância (Gradi).

A polícia descobriu ainda que presidiários pertencentes ao grupo PCC, alguns universitários e advogados estariam no "comando da operação". Ana Cristina era namorada de um dos presos acusados de planejar o crime.

A defesa da advogada argumenta que há ilegalidade das provas. Segundo a defesa, o Gradi teria forjado as evidências e obrigado um dos acusados a denunciar a suposta ré. O Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo rejeitou o habeas corpus. O advogado da acusada recorreu ao STJ pedindo que sejam invalidadas as provas produzidas e anulados todos os atos posteriores a elas. Também requereu que seja expedido imediatamente o Alvará de Soltura em favor de sua cliente.

O ministro Edson Vidigal negou a liminar afirmando que "as questões apresentadas estão intrinsecamente ligadas ao próprio mérito da impetração e disse ainda que "o exame do mérito da demanda compete, exclusivamente, ao colegiado."

O ministro determinou ainda que, ao fim das férias forenses, os autos sejam remetidos ao ministro relator Paulo Gallotti da Sexta Turma do STJ. (STJ)

Processo: HC 26.500

Revista Consultor Jurídico, 24 de janeiro de 2003, 12h15

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