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Sexta-feira, 24 de janeiro.

Primeira Leitura: Lula eleva taxa de juros como o mercado esperava.

Ortodoxia liberal

O governo Lula fez exatamente o que o mercado esperava na quarta-feira: elevou a taxa de juros para mostrar ao mundo seu compromisso com uma política monetária austera. Tratou-se do primeiro sacrifício real oferecido no altar da ortodoxia - até então, só havia promessas e discursos de continuidade da política econômica.

Profissão de fé

Como esperado, o mercado gostou, e, no início do dia, o dólar foi negociado em queda de até 1%. Colaborou para isso a declaração do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, de que o Banco Central, no governo Lula, terá sempre conduta técnica - embora seja mais do que questionável a explicação técnica para a elevação. "Queremos que o BC tenha decisões rigorosamente técnicas na política monetária", disse.

Algum dia

Segundo Palocci, "o desejo de todo o Brasil é reduzir as taxas de juros, mas é preciso que seja feito com sustentabilidade, senão desorganiza as contas do país". O ministro prometeu ainda superávits mesmo quando acabar o contrato com o FMI.

Tensão no golfo

Durou pouco, porém, o efeito dos salamaleques petistas aos investidores. Notícias dando conta de que a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque está a cada dia mais próxima viraram os indicadores, e o dólar fechou em alta de 0,42%, a R$ 3,53.

À esquerda

Palocci deu as declarações em Porto Alegre, ao mesmo tempo em que parlamentares petistas de orientação mais à esquerda, que foram para a capital gaúcha para participar do Fórum Social Mundial, estudavam meios de interferir na forma pela qual a equipe de Lula vem conduzindo a economia.

Esperneando

Segundo o deputado Ivan Valente (SP), o governo "começou mal", e parlamentares descontentes deverão convocar o ministério para uma reunião com a bancada no dia 31, para uma avaliação do primeiro mês de governo. "Não aceitamos o aumento de juros", completou.

Porto Alegre, Davos

A caminho do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu ao slogan do evento para explicar por que também vai à Suíça para participar do Fórum Econômico.

Em nota, Lula diz que tentará "mostrar que um outro mundo é possível" e defenderá que, "do mesmo modo que é necessário um novo contrato social no Brasil, é preciso um pacto mundial que diminua a distância entre os países ricos e os países pobres".

Assim falou...Orestes Quércia

"Perdeu, pegue o boné e saia."

Do ex-governador de São Paulo e presidente do PMDB paulista, ao defender a renovação da direção nacional do partido, que apoiou o candidato derrotado ao Planalto José Serra (PSDB). Quércia não concorda que o presidente nacional da legenda, Michel Temer, permaneça no cargo até setembro, conforme acertado entre o deputado e os senadores peemedebistas José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL).

A história se repete?

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, convidou o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), para ser o negociador da reforma tributária entre os governadores. Ao fazer o convite, Palocci ressaltou "o profundo conhecimento" do governador sobre o tema. Não é para menos: Rigotto foi o relator do projeto de emenda constitucional da reforma quando era deputado. Nessa função, acompanhou todos os passos do minueto protagonizado pelo governo FHC, que sempre fez juras de amor eterno à reforma tributária mas não concordava em abrir mão de um centavo de arrecadação. A necessidade de receita ainda se faz presente. Haverá reforma?

Revista Consultor Jurídico, 24 de janeiro de 2003, 9h32

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