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Quinta-feira, 23 de janeiro.

Primeira Leitura: Copom eleva taxa básica de juros.

É tudo política

Um dia depois de ter aumentado de 6,5% para 8,5% a meta de inflação do ano, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros da economia de 25% para 25,5% ao ano.

A justificativa foi a inflação. A diretoria do BC reconhece que o custo de vida está em queda, mas informa que votou, por unanimidade, pela alteração da taxa Selic porque “a convergência das expectativas de inflação para a trajetória das metas recomenda a elevação”.

O papel do mercado

No curto comunicado, o Copom não fez menção, evidentemente, ao que ocorreu no mercado nesta semana, em especial nos dois dias da reunião. A cotação do dólar subiu fortemente, de R$ 3,380 registrados no fechamento dos negócios na sexta feira para R$ 3,547 no pico da cotação de ontem. Depois do anúncio do Copom, a alta do dólar perdeu força, e a moeda fechou cotada a R$ 3,515 (mesmo assim, em alta de 0,86% em relação a terça-feira).

Temores

A marcação cerrada do mercado decorreu do temor de que haja afrouxamento da política monetária e mesmo flexibilização do sistema de metas inflacionárias, com uma segunda mudança do objetivo deste ano.

Outros riscos

As incertezas sobre o cenário externo – iminente guerra dos EUA contra o Iraque e crise política e cambial na Venezuela – completaram o quadro. A taxa de risco do Brasil operava, no fim da tarde, em alta de 1,40%, em 1.373 pontos. A Bovespa caía 1,46%.

A cereja do bolo

Primeira Leitura já esperava uma alta de juros por motivações políticas. A ata do Copom do site, que foi publicada na terça, trazia a seguinte análise: “(...) não será surpresa se o outro Copom, o oficial, do Banco Central, anunciar uma pequena elevação da Selic, por razões políticas (...) Seria, em resumo, a cereja do bolo da credibilidade do governo petista nos meios financeiros (...)”.

Crônica...

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Furlan, decidiu estabelecer um prazo para que o presidente do BNDES, Carlos Lessa, se enquadre na política do ministério, segundo a Agência Estado.

...de uma crise anunciada

O ministro teria dito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que dará 60 a 100 dias para que Lessa siga suas orientações. Do contrário, segundo a agência, Furlan só permanecerá no governo se Lessa, que tomou posse na sexta passada, deixar o cargo. Os dois discordam sobre o papel que o BNDES deve exercer no desenvolvimento do país.

Assim falou...Anderson Adauto

“Eu tenho que ter desconfiômetro.”

Do ministro dos Transportes, Anderson Adauto, ao dizer que deixará o governo “se amanhã houver ligação concreta entre o ministro (...) e a CPA”, empresa de consultoria supostamente envolvida em um esquema de desvios de verbas públicas em Iturama (MG).

Tudo é história

O presidente da França, Jacques Chirac, e o primeiro-ministro da Alemanha, Gerhard Schroeder, disseram nesta quarta que têm a mesma opinião sobre a questão iraquiana: qualquer resolução do Conselho de Segurança que autorize o uso de força militar contra Bagdá só poderá ser votada depois de encerrado o trabalho dos inspetores de armas da ONU.

A declaração conjunta, feita em uma entrevista coletiva, surge como resposta às declarações do presidente americano, George W. Bush, de que Saddam Hussein já teve muito tempo para se desarmar e não o fez. Segundo a Casa Branca, os EUA podem atacar Bagdá mesmo sem o aval da ONU. “A guerra é sempre (...) a pior das soluções, e tudo deve ser feito para evitá-la”, disse Chirac, acrescentando que a Alemanha compartilha dessa opinião.

“Ambos queremos uma solução pacífica para a crise no Iraque, e trabalharemos nisso em estreita colaboração”, afirmou Schroeder. Comemorando 40 anos do Tratado de Elysée, que selou a reconciliação entre França e Alemanha depois de duas guerras mundiais, Chirac e Schroeder concordaram em estreitar os laços entre seus países, em busca da hegemonia em uma União Européia em expansão.

Revista Consultor Jurídico, 23 de janeiro de 2003, 8h37

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