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Quarta-feira, 22 de janeiro.

Primeira Leitura: bancos prevêem aumento da taxa Selic.

Realismo

O Banco Central anunciou terça-feira a meta ajustada de inflação deste ano: 8,5%, ou 2,5 pontos percentuais acima da meta oficial, de até 6,5%, que havia sido definida pelo governo anterior. O novo índice deve permitir, segundo estima o BC, que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresça 2,8%. A decisão de ajustar o índice foi tomada com o objetivo de evitar que o Brasil caminhe para a recessão.

Precaução

Na carta endereçada a Antônio Palocci, ministro da Fazenda, o presidente do BC, Henrique Meirelles, informa que o PIB deveria ter variação negativa de 1,6% para que o país tivesse uma inflação de 6,5% neste ano, ou de -7,3% caso se cumprisse o centro da meta oficial, de 4%. Seria um desastre para a atividade, o emprego e a renda.

Consertando o estrago

Em entrevista, Meirelles esclareceu que não se pretende garantir o crescimento do país com permissividade inflacionária, mas precisa de mais tempo, pelo menos 24 meses, para combater a alta dos preços decorrente do repasse da disparada do dólar. Daí a necessidade de deixar a meta de 12 meses mais folgada. Palocci disse que o governo está dando transparência às ações para reduzir a inflação.

Estréia

A nova taxa básica de juros do país será conhecida hoje. A aposta majoritária do mercado é na manutenção da taxa de juros em 25% ao ano. Muitos bancos, contudo, avisavam que a nova meta de inflação, ainda que ampliada, exigirá aumento da taxa Selic. O JP Morgan, por exemplo, informou que, para chegar a uma inflação de 8,5% neste ano, o BC terá de apertar ainda mais a política monetária.

Querer...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, por intermédio de seu porta-voz, André Singer, desejar que a reforma tributária seja aprovada e sancionada ainda em 2003. O ministro Antônio Palocci disse que o governo "desenvolverá todos os esforços para encaminhar neste ano o projeto de reforma tributária ao Congresso", mas não falou em prazo para a aprovação.

...é poder?

Na era FHC, autoridades tucanas repetiram à exaustão que o governo queria fazer a reforma tributária. Ela nunca aconteceu, pelo motivo óbvio de que a União não abria mão de um centavo de arrecadação. O governo petista vai abrir?

Assim falou...George W. Bush

"De quanto tempo precisamos para ver claramente que ele não está se desarmando?"

Do presidente americano, ao criticar aliados europeus, França e Alemanha à frente, que defendem um prazo maior aos inspetores de armas da ONU para que concluam sua missão no Iraque. A Casa Branca avisou que pode ir à guerra contra Saddam Hussein mesmo sem o aval da comunidade internacional.

,b>Estava escrito

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse, em entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, que está disposto a conversar com integrantes da oposição ao governo da Venezuela "quando for oportuno". Ao ser questionado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia se encontrar com a oposição, disse que tudo depende "da própria representatividade no conjunto da oposição" dos líderes que seriam recebidos no Brasil. Amorim não comentou as declarações do assessor de Lula para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, que chamou a oposição de "golpista".

No dia 20 de dezembro, Primeira Leitura criticou as opiniões expressas pelo assessor sobre a crise na Venezuela. Enviado àquele país como mediador, Marco Aurélio, espécie de ministro particular de Lula, claramente escolheu um dos lados do conflito e passou a emitir opiniões sobre a situação interna venezuelana.

Agora, o Itamaraty entra para consertar as bobagens de Garcia, embaixador de si mesmo e de Lula, mas jamais embaixador de um Estado democrático, que deveria exportar para a Venezuela a sua tecnologia institucional, e não o atraso ideológico de uma parte de sua elite intelectual, notadamente aquela que passou as últimas duas décadas infensa às mudanças do mundo.

Revista Consultor Jurídico, 22 de janeiro de 2003, 9h39

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