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Outra tentativa

Preso que denunciou ligação entre policiais e criminosos pede HC

O condenado Ronny Clay Chaves, que apontou supostas ligações entre policiais e detentos infiltrados em organizações criminosas de São Paulo, pediu habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal. Recentemente, o pedido foi negado pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Chaves acusou o Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância (Gradi), pertencente à Polícia Militar, de infiltrar presos em organizações criminosas de São Paulo sob o comando.

Em março de 2002, o Gradi realizou uma operação na Rodovia Castelo Branco, na qual foram mortos 12 suspeitos de pertencer ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os homens estavam em um ônibus, na rodovia, quando foram surpreendidos por policiais militares do Gradi. A operação foi registrada pelas câmeras de vídeo da Vioeste.

A ação que envolveu mais de cem policiais, garante Chaves, foi uma emboscada sem chance de defesa. Por meio de uma carta de 14 páginas entregue à Comissão de Direitos Humanos da OAB de São Paulo, Chaves relatou que a operação policial foi uma armadilha montada com o objetivo de executá-los e de armar uma encenação para o governo estadual.

Infiltrado no PCC, o preso teria ficado responsável em armar uma cilada, atraindo o grupo com o plano de roubar um avião-pagador. Ele teria fornecido munição de festim aos assaltantes.

Chaves está preso no presídio de Taubaté (SP), onde cumpre pena de 22 anos de por latrocínio, estelionato, ocultação de cadáver e extorsão. O detento quer a agilização da lavratura e publicação do acórdão da decisão do Superior Tribunal de Justiça no Diário de Justiça, para poder tomar nova medida processual.

HC 82.758

Revista Consultor Jurídico, 21 de janeiro de 2003, 18h42

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