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Terça-feira, 21 de janeiro.

Primeira Leitura: Fipe revê estimativa de inflação em São Paulo.

O dragão surpreende

O dragão da inflação surpreendeu a todos. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que calcula o IPC, índice válido para a cidade de São Paulo, chegou a prever que a inflação de janeiro ficaria em 1,5%, mas reviu a estimativa para 2%.

Segunda-feira, a Fipe divulgou a segunda prévia do índice (1,79%), relativa à variação de preços no período de 30 dias encerrado em 15 de janeiro. Alimentos (2,65%), Educação (3,76%) e Despesas Pessoais (3,34%) foram as principais fontes de pressão.

Na véspera

A prévia do IPC-Fipe saiu a dois dias da decisão do Comitê de Política Monetária sobre os juros, a primeira do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Esperava-se, até a semana passada, que o Copom se reunisse num cenário de inflação em queda gradual.

Faz diferença

Se for confirmada a inflação de 2% em janeiro, o índice será maior do que o registrado em dezembro, de 1,83%. A diferença é suficiente para interferir na decisão do Copom, tanto assim que já não se encontram analistas que apostem numa queda da taxa de juros.

Cereja

Não há consenso sobre o que fará o Copom. Há quem preveja a manutenção da taxa-Selic em 25% e quem avalie que haverá uma alta de um ponto percentual. Uma coisa é certa: todos acreditam que um aumento de juros seria a cereja no bolo da credibilidade do Banco Central do governo Lula.

Quase tudo igual

Quase todas as condições existentes agora são iguais às que havia em dezembro, quando a taxa subiu de 22% para 25%. A inflação ainda preocupa; o cenário externo, com a possibilidade de guerra no Iraque, é incerto; e o único membro novo do Copom é o presidente do BC, Henrique Meirelles. Os demais foram mantidos.

Reação

O dólar fechou em alta de 0,88%, a R$ 3,41. Os contratos de juros no mercado futuro, que refletem as expectativas em relação à decisão do Copom, encerraram projetando taxa maior do que na sexta-feira.

Ministro cadente

Os principais assessores do presidente Lula avaliaram no final de semana que é "precária" a situação política e jurídica do ministro dos Transportes, Anderson Adauto (PL-MG). O ministro pode entregar o cargo até o final desta semana ou, no máximo, esperar para fazê-lo quando o presidente voltar da viagem à Europa, que começa no sábado.

Uma semana

Adauto é afilhado político do vice-presidente José Alencar (PL-MG) e ganhou do Planalto o prazo de uma semana para explicar as suspeitas de envolvimento no escândalo da prefeitura de Iturama (MG), de onde teriam sido desviados R$ 4 milhões.

Atirando

Segundo políticos do PL, se cair, "Adauto não vai sozinho". O PL considera o ministro vítima de "denúncias velhas ressuscitadas pelo PMDB" e já combinou com o ministro que, se ele for obrigado a renunciar, vai "botar para fora todos os podres" das gestões peemedebistas à frente da pasta no governo FHC.

Conseqüência

A reação do ministro serviria para derrubar de vez a atual cúpula do PMDB, o que ajudaria o PT a fechar um acordo para a eleição de Sarney para presidir o Senado. A cúpula atual do PMDB, anti-Sarney, sempre teve o domínio do Ministério dos Transportes.

Assim falou...Marta Suplicy

"Vamos ver se conseguimos aprovar três, mas é difícil. É muita reforma para pouca lua-de-mel."

Da prefeita de São Paulo ao dizer que o ideal seria o governo Lula conseguir aprovar as reformas previdenciária, tributária e trabalhista. Marta participou segunda-feira da reunião da Executiva Nacional do PT, que discutiu as reformas.

Tudo é história

A cúpula do PT reuniu-se para discutir formas de garantir maioria ao governo Lula no Congresso Nacional e permitir a aprovação das reformas previdenciária, tributária e trabalhista. Ficou evidente que a reforma tributária corre mais uma vez o risco de ser deixada de lado. A mesma coisa aconteceu no governo FHC, que apresentou dois projetos e não levou nenhum até o fim.

O último foi apresentado em 1997, ainda no primeiro mandato. O governo federal, para impedir o avanço dos debates, ora unia-se aos Estados que se desentendiam sobre as mudanças no ICMS, ora desmobilizava sua base parlamentar. O ministro Pedro Malan (Fazenda) não aceitava a perda de receita que decorreria da reforma. Seu sucessor, Antônio Palocci mostra a mesma resistência. A história pode se repetir.

Revista Consultor Jurídico, 21 de janeiro de 2003, 9h40

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