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Sexta-feira, 17 de janeiro

Primeira Leitura: Palocci tem de convencer colegas do PT sobre reforma

Governo vence mais uma

O Palácio do Planalto e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) saíram vitoriosos em novo round para a indicação do candidato do PMDB à presidência do Senado: numa ação articulada, conseguiram adiar a escolha, que havia sido antecipada pelo líder do partido Renan Calheiros (AL), para uma reunião realizada ontem como forma de brecar a articulação do governo. Por obra principalmente do ministro da Casa Civil, José Dirceu, o encontro aconteceu, mas não decidiu nada.

Condescendência

A reunião de quinta-feira só teve quórum porque alguns senadores não quiseram que Renan fosse humilhado. Embora diga que continua candidato, ele já busca uma saída honrosa. A cúpula do PMDB tenta evitar que Sarney vença a disputa e articula um terceiro nome, como Pedro Simon (RS) ou o atual presidente do Senado, Ramez Tebet (MS).

Só com reformas

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse que o Brasil precisa de reformas estruturais de profundidade "para que possa crescer e incluir o conjunto do seu povo no projeto de desenvolvimento sustentável". Ele vai ter, primeiro, de convencer alguns companheiros do PT.

Ainda não

A primeira reforma, segundo o governo Lula, será a da Previdência. Mas as reações contrárias às idéias postas em circulação por Ricardo Berzoini têm sido tantas que o ministro da pasta teve ontem de dizer que não há proposta concreta ainda. Só depois de 90 dias de debates.

Questão de conceito

Berzoini voltou a dizer que os direitos adquiridos serão respeitados, mas propôs uma revisão do conceito, para estabelecer o que é "direito adquirido consolidado" e o que é apenas "expectativa de direito".

Cadê o PSDB?

O PSDB calou-se diante da barafunda causada pelas declarações de Berzoini. Há uma certa perplexidade entre os tucanos. O governo Lula roubou-lhe a agenda de governo, seqüestrou-lhe o passado e tungou-lhe até um deputado, feito presidente do Banco Central. E, claro, antes de tudo, tomou-lhe o Planalto.

Banco de alimentos

O ministro José Graziano, responsável pelo combate à fome, inventou uma nova expressão para se referir ao velho sopão das entidades assistenciais. É o "banco de alimentos", que prevê o recolhimento e distribuição de sobras em restaurantes e produtos com prazos de validade próximo do vencimento em supermercados.

Declaração de guerra

As ogivas de armas químicas encontradas pelos inspetores da ONU ontem no Iraque podem ser o que faltava aos EUA para justificar, perante o Conselho de Segurança, uma ação armada contra Saddam Hussein.

Arma na mão

O porta-voz da equipe de inspetores, Hiro Ueki, disse que "as ogivas estavam em excelentes condições". Parece ser o que os jornais americanos costumam chamar de smoking gun (arma fumegante), em alusão à fumaça que sai de uma arma recém-disparada. Ou seja, a evidência incontestável.

Copo d'água

Autoridades iraquianas reagiram afirmando que os inspetores da ONU estão fazendo "tempestade em copo d'água". Segundo o Iraque, as ogivas estão com prazo de validade vencido e foram mencionadas no dossiê entregue pelo regime de Saddam Hussein ao Conselho de Segurança.

Assim falou...Hans Blix

"A situação é muito tensa e muito perigosa."

Do inspetor-chefe da ONU, ao afirmar, em Bruxelas, que apenas a total cooperação do Iraque com sua equipe pode evitar uma nova guerra no golfo Pérsico.

Tudo é história

A insistência da cúpula do PMDB na indicação de Renan Calheiros como o nome do partido para a presidência do Senado já está sendo comparada por senadores à teimosia mostrada há dois anos pelos peemedebistas, que insistiram em indicar Jader Barbalho (PA) para o mesmo posto. Na época, como agora, o PMDB tinha a maior bancada e, portanto, o direito de indicar o presidente.

Mas Jader enfrentava a resistência de Antonio Carlos Magalhães e do PFL. Jader foi eleito, mas teve de renunciar para não ser cassado depois das denúncias patrocinadas por ACM.

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2003, 14h45

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