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Justiça aceita queixa-crime de Milton Neves contra Trajano

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A justiça criminal de primeira instância de São Paulo aceitou queixa-crime proposta pelo apresentador da TV Record, Milton Neves, contra o seu colega José Trajano, da ESPN Brasil. Neves resolveu processar Trajano na área cível e criminal por causa das declarações feitas pelo jornalista no programa de TV, Linha de passe - mesa redonda.

De acordo com a ação, Trajano insinuou que o colega teria recebido dinheiro da Ambev para opinar sobre a escolha do ex-técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari. Na ocasião, Neves foi consultado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e deu a opinião decisiva para a contratação de Scolari.

Na ação criminal, Neves é representado pelos advogados Fernando Castelo Branco e Patrícia Wagman Fuchman. Segundo o advogado, Trajano "criticou de maneira ofensiva" o apresentador da TV Record. "Ele usou insinuações graves por mais de cinco minutos no programa de TV", disse Fernando.

A pena para difamação é detenção de 3 meses a 18 meses. O crime por injúria prevê detenção de 1 mês a 1 ano. Informado pelo site Consultor Jurídico sobre as penas, em caso de condenação, Trajano reagiu. "Tudo isso por causa de uma besteirinha?". O jornalista afirma que não teve intenção de injuriar nem difamar o colega.

Na opinião de Trajano, há muitos outros assuntos importantes para o Judiciário e para o país do que se preocupar com essa discussão. "O assunto é uma bobagem. Fiz apenas uma brincadeira", afirma. Segundo ele, o caso virou ação na Justiça por uma questão de "vaidade" de Milton Neves. "Essa briga é perda de tempo", avaliou.

Neves considerou que a briga judicial não é uma questão de vaidade. "A honra é o maior bem de uma pessoa e não pode ser atacada". Ele disse que a crítica de Trajano foi um dos maiores absurdos já ocorridos no jornalismo esportivo.

"Eu não ataco ninguém, somente trabalho", disse o jornalista. "Agora, Trajano terá de provar o que disse". Para Neves, os jornalistas esportivos devem apenas "analisar fatos do esporte e não atacar a honra de alguém".

O juiz da 2ª Vara Criminal do Fórum Central de São Paulo, Francisco Olavo Guimarães Peret Filho, marcou a audiência de instrução e julgamento para o dia 23 de junho. A defesa de Trajano ainda pode recorrer da decisão.

 é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.

Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2003, 15h01

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