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Divergências musicais

Cantor de banda de rock é acusado de espancar menor em Santos

O vocalista da banda de rock Charlie Brown Jr., Alexandre Magno Abrão, conhecido pelo apelido Chorão, foi acusado de agredir um garoto de 17 anos, segundo registro de um boletim de ocorrência na 2º DP de Santos, litoral de São Paulo.

O rapaz apresentou ferimentos no rosto e alegou ter sido espancado no domingo (12/1) pelo cantor na seção de CDs de um supermercado, pelo fato de estar ouvindo um CD do Rouge, ao invés de ouvir um do Charlie Brown Jr.

José Pedro de Oliveira Rocha, chefe dos investigadores, afirmou que um inquérito policial foi instaurado pra apurar o que aconteceu. Chorão deve ser convocado a depor em breve.

O vocalista divulgou um comunicado em que dá sua versão do incidente. Sem especificar exatamente o que fez, Chorão afirma que o rapaz de nome Rodrigo, ao vê-lo, começou a dizer "palavras 'depreciativas' e 'humilhantes'", e que apenas se defendeu como qualquer cidadão faria. Ele nega, porém, que tenha agredido o menor em qualquer momento.

Leia a íntegra do comunicado:

"À imprensa de São Paulo e do Brasil em geral.

Segue abaixo pronunciamento de minha autoria a respeito dos injuriosos fatos narrados por um adolescente que registrou boletim de ocorrência:

Sou uma pessoa que não escondo nada de ninguém. Trabalhei 12 anos duramente para chegar a onde estou. Não tenho em toda a minha carreira nenhum episódio parecido com o relatado. A minha conduta como artista é de levar mensagens de paz e prosperidade, em especial, aos jovens. Levo o nome da cidade de Santos para todo o país e para todo o mundo e sei que a represento muito bem. Que no domingo, por volta das 21h45 vim, após exaustivos shows durante a semana, descansar em Santos (cidade que escolhi). Que encontrava-me no Supermercado Extra fazendo compras na seção de CD's.

Que, ao meu lado, encontravam-se duas pessoas que, desde que perceberam a minha presença, começaram a insultar a qualidade do meu trabalho. Que ouvi os desaforos e nada fiz. Que o responsável pelo setor onde eu me encontrava, percebendo a minha presença, colocou uma música de minha autoria.

Que, em razão disso, um dos rapazes, passou a dizer palavras 'depreciativas' e 'humilhantes' da minha banda e, em especial, do meu trabalho. Que no local existia uma TV passando um DVD da banda Rouge. Que o Sr. Rodrigo, que estava ao meu lado, aumentou o volume do som e disse que o Charlie Brown era uma 'M' do 'C'. A pessoa que estava com o Sr. Rodrigo alertou-o, dizendo para não fazer aquilo, eis que eu estava presente. O Sr. Rodrigo, além de não escutar o seu companheiro continuou desferindo palavras contra a honra e a minha imagem e, em especial, da minha banda.

Em razão disso não poderia me calar. Sou uma pessoa normal, como qualquer cidadão e por isso devo ser respeitado. A minha reação foi natural, como de qualquer cidadão. Aliás, não agredi ninguém conforme ardilosamente narrado no B.O. O que fiz foi apenas me defender de abruptas e inaceitáveis ofensas morais que, com certeza, maculam mais do que qualquer agressão física jamais praticada por mim, reitero.

Os meus advogados estão cuidando do caso e, ao que parece, este rapaz quer aparecer, o que é uma pena . 'Um minuto de fama...'

No momento , estou centrado no meu trabalho e quero me preocupar exclusivamente com a minha carreira, que, a cada dia que passa está em uma maior ascensão.

Quero dizer a todos os jovens que liberdade de expressão é diverso de insultos, pois vivemos em uma democracia onde todos têm os seus direitos e obrigações e o direito de qualquer cidadão se estende vai até o limite do direito do próximo, respeitando sempre, a individualidade do próximo, seja ele artista, ou seja, ele pessoa comum do povo."

Fonte: MTV.com.br.

Revista Consultor Jurídico, 15 de janeiro de 2003, 12h19

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