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Terça-feira, 14 de janeiro.

Primeira Leitura: governo está sem programas concretos.

Lua-de-mel chega ao fim

Ao avaliar a sua primeira semana no Poder, o presidente Luiz Inácio Lula afirmou que "as coisas estão indo muito melhor do que se esperava". Não esclareceu, porém, quem esperava e exatamente o que era esperado.

O fato é que a mídia já qualifica parte das ações ministeriais como "gafes", e o governo ainda não conseguiu por em andamento um programa novo. Por enquanto, o que há é um misto de continuísmo com idéias aos borbotões.

Como?

Lula também disse que trabalhará pelo fortalecimento do Mercosul: "Se Deus quiser, vamos conseguir ampliar o número de países integrantes do bloco [comercial]". A falta de rumo fica evidente quando se faz uma simples pergunta: como?

Tremenda repercussão

Na opinião do secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, "do ponto de vista prático", o governo começou muito bem e "com uma tremenda repercussão social".

Sem prioridades

Sem prioridades definidas e sem programas concretos, o governo se sustenta apenas no discurso e no que Dulci chamou de governança "direta e substantiva com o povo".

Não dá

O ministro Antônio Palocci reafirmou que a União não vai renegociar as dívidas dos Estados, pois fazê-lo tornaria necessário aumentar o superávit fiscal primário de outras áreas. "Isso não é possível, não é viável", disse.

Dá sim

O mesmo Palocci, porém, afirmou que a "tendência" é o governo Lula aumentar a meta de superávit primário, hoje em 3,75% do PIB. A nova meta deve sair no fim do mês. Então é, sim, possível aumentar o superávit não apenas de algumas áreas, mas de todo o governo?

Mais contradição

O ministro estuda criar um fundo que permita aumentar os gastos públicos em época de dificuldades e reduzir os impactos de uma desaceleração econômica. O que ele não explicou é como conciliar a ampliação do superávit e o aumento dos gastos.

Viva Cuba!

O assessor especial da Presidência para Assuntos Externos, Marco Aurélio Garcia, defendeu a ampliação das relações com Cuba. "Há interesses econômicos e comerciais que podem se expandir muito em Cuba", disse.

Como assim?

O que Marco Aurélio não disse é quais interesses são esses. Em 2001, Cuba importou apenas US$ 4,9 bilhões. As exportações brasileiras foram de US$ 60 bilhões no ano passado.

Divergentes

Enquanto o banco Bear Stearns elevou a recomendação para as ações brasileiras para acima da média e reduziu as do México, o Goldman Sachs fez exatamente o oposto e rebaixou a avaliação das ações do Brasil de neutra para abaixo da média. Já a Merril Lynch afirmou que entre os dois maiores mercados da América Latina prefere a Bovespa.

Assim falou...Antônio Palocci

"Quem tem dívida precisa pagá-la."

Do ministro da Fazenda ao anunciar que o superávit fiscal primário deve ser ampliado para pagar a dívida pública brasileira. "Nós não fazemos superávit a pedido do FMI, fazemos porque temos dívida", disse.

Tudo é história

Em janeiro de 2000, o grupo Time Warner, o maior grupo americano de mídia, se juntava à America Online, responsável pela popularização da internet nos EUA, num negócio de US$ 165 bilhões. Foi saudado como o grande passo rumo ao mundo maravilhoso da internet.

Segunda-feira, Stephen Case, o fundador da America Online, pediu demissão do cargo de presidente do conselho de administração da AOL Time Warner. Case foi um dos arquitetos da fusão entre as duas companhias, negócio que foi visto como sinal do poder cada vez maior das empresas de internet sobre as chamadas companhias "tradicionais". Agora, o que se diz nos EUA é que, com a demissão, a fracassada união pode ser desfeita. Em dois anos, as ações perderam US$ 200 bilhões.

Revista Consultor Jurídico, 14 de janeiro de 2003, 9h15

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