Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Sexta-feira, 10 de janeiro.

Primeira Leitura: governo Lula continua com malanismo.

Inflação em queda, Palocci em alta

A inflação, depois da recente alta, iniciou trajetória de queda. Na direção contrária, vai o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que tem sua posição reforçada dentro do governo Lula. E, claro, fortalece o próprio governo. A baixa dos índices também vai reforçar a opção abraçada por Palocci para enfrentar a inflação, a mesma da administração FHC: austeridade fiscal e uma política de juros ancorada em um sistema de metas inflacionárias. Assim, a inflação e a crise externa serviram de justificativa para a continuidade do malanismo.

Números

O IGP-DI teve alta de 2,7% em dezembro, contra 5,84% em novembro. Os preços no atacado (IPA), que têm peso de 60% na composição do IGP-DI, subiram 3,14%, e no varejo (IPC), 1,94%.

Ciclo virtuoso

No mercado, um número cada vez maior de analistas aposta em uma inflação de até um dígito em 2003 - perto de 9,5%. Pode estar sendo gestado um ciclo virtuoso entre os compromissos assumidos por Palocci, a queda da inflação e a reação do mercado aos resultados obtidos.

Queda nos juros?

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, já acenou com a redução da taxa-Selic. "Vamos cortar os juros quando verificarmos que a inflação está caindo, e já houve uma convergência com a meta [de até 6,5% em 2003]", disse ontem.

Pergunta...

Logo depois da primeira reunião ministerial do governo Lula, um repórter quis saber de uma autoridade petista porque o evento tinha se dado a portas fechadas. A pergunta, sob todos os ângulos, é uma estultice.

... e resposta

A pergunta é mesmo estúpida, mas revela o grau de expectativa criado pelo PT, antes apóstolo oposicionista da transparência e auto-intitulado depositário da ética político-administrativa do país.

Caravana

O PT decidiu percorrer o país para negociar com governadores eleitos do PMDB e líderes regionais. A idéia é convencê-los a apoiar José Sarney (PMDB-AP) para a presidência do Senado e garantir João Paulo Cunha (PT-SP), na Câmara.

Sem dote

Uma parte do PT vem, no entanto, pondo em dúvida o que eles chamam de "solução Sarney". Esses críticos dizem que o senador e ex-presidente da República é um "casamento sem dote" - não tem votos nas bancadas do PMDB.

Amigos por perto

Lula nomeou Frei Betto como seu assessor especial na Presidência. Receberam o mesmo cargo Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos, e Miriam Belchior, ex-mulher de Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado em 2002.

Economia petista

O economista Paul Singer, um dos fundadores do PT, também vai participar do governo Lula. Será titular da nova Secretaria de Economia Solidária, que vai elaborar políticas que integrem programas de diversos ministérios para apoiar iniciativas de economia popular.

Mais espaço

As lideranças do PSB conseguiram do PT a garantia de que o ex-governador Anthony Garotinho (RJ) e o presidente dos socialistas, Miguel Arraes (PE), vão indicar uma diretoria na Petrobras e a direção da Chesf.

Assim falou... Wladimir Nepomuceno

"O maior risco de erro do novo governo é trazer para a reforma a mesma visão financeira do antigo governo [FHC]. A reforma não é só um problema financeiro, é uma questão social."

Do secretário de organização da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Seguridade Social da CUT, ao comentar a idéia de cobrar uma contribuição previdenciária dos servidores aposentados, apresentada pelo ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, ex-sindicalista da CUT.

Tudo é história

A biografia dos membros do governo Bush que tratam da América Latina são o melhor indicador para conhecer a política dos EUA para a região. Primeiro, Bush indicou para ser o subsecretário de Estado encarregado da América Latina Otto Reich, um direitista cubano-americano envolvido no escândalo de venda de armas do Irã para financiar a guerrilha dos contras, que combatiam os sandinistas na Nicarágua. Reich não foi aceito pelo Senado, e Bush nomeou Roger Noriega, ex-assessor do senador Jesse Helms, um dos mais radicais direitistas dos EUA, responsável pela lei que permite aos EUA punir empresas estrangeiras que negociem com Cuba. Reich continua na área, porém. Será enviado especial da Casa Branca à América Latina.

Revista Consultor Jurídico, 10 de janeiro de 2003, 10h09

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 18/01/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.