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Denúncias graves

Francisco Fausto discutirá escravidão no Fórum Social Mundial

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, confirmou sua presença no Fórum Social Mundial que será realizado em Porto Alegre (RS), entre os dias 23 e 28 de janeiro. No dia 26, Francisco Fausto abrirá um painel sobre o aumento das denúncias sobre trabalho escravo no Brasil. O painel será organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil.

O painel que será aberto por Francisco Fausto contará com a participação de três debatedores: o advogado da Comissão Pastoral da Terra no sul do Pará, frei Henri Burin dez Roziers; o ex-presidente da Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat) no Estado de São Paulo, Luiz Carlos Moro, e o conselheiro federal da OAB no Piauí, Roberto Gonçalves de Freitas.

O Fórum Social Mundial vem ganhando importância como centro de debates de temas polêmicos. Em 2001, participaram da primeira edição do Fórum cinco mil delegados de entidades brasileiras, representantes de organizações não-governamentais e do governo, ministros e chefes de Estado. Para o encontro de 2002, 29 mil delegados e representantes do governo já confirmaram presença.

A OAB organizará a conferência de abertura do Fórum Social Mundial e outros oito painéis ao longo dos seis dias de evento. Na opinião do conselheiro federal da Ordem e componente da comissão de organização do Fórum no Brasil, Reginald Felker, o objetivo do evento é dar enfoque aos problemas sociais do mundo moderno.

"No Fórum Social Mundial, isso é feito de forma mais independente do aspecto econômico, ao contrário do que geralmente ocorre quando presidentes e representantes de países reúnem-se em fóruns semelhantes", disse Felker.

Para o presidente da Comissão Nacional de Combate e Erradicação do Trabalho Escravo da OAB, Roberto de Figueiredo Caldas, o Fórum proporciona uma reflexão real sobre os rumos da política e da globalização. "É preciso pôr um freio nas desregulamentações dos direitos, humanizar o globo em vez de globalizar o homem", afirmou.

Revista Consultor Jurídico, 9 de janeiro de 2003, 12h35

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