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Modernização

STF investe em autenticação por biometria para maior segurança

O Supremo Tribunal Federal (STF) está investindo na modernização de seu parque tecnológico e em soluções de segurança com a adoção de serviços de diretório e autenticação por biometria.

Os investimentos visam basicamente a automação dos processos, a agilidade no acesso e a maior segurança para os dados armazenados no tribunal. A partir da infra-estrutura de diretório, implementada por meio da solução e-Directory, da Novell, o STF decidiu incrementar ainda mais os controles de segurança de acesso aos sistemas da instituição.

"Nós sabemos que as organizações, de um modo geral, enfrentam sérios problemas relacionados a comportamentos de risco dos funcionários, como compartilhar senhas ou simplesmente anotá-las em bloquinhos e post-its para não esquecer", explica Leonardo Alam da Costa, secretário de Informática do STF.

Com a adoção do Novell Modular Authentication Service aliado ao eDirectory, os ministros e outros servidores públicos trocaram a senha pela impressão digital para terem acesso a seus documentos e aplicativos. "Assim, eliminamos problemas de segurança da informação que atualmente preocupam 10 entre 10 corporações", avalia Alam.

Hoje, por exemplo, o ministro chega ao seu gabinete para um novo dia de trabalho, liga o computador para localizar onde e com quem está determinado processo, coloca seu polegar numa espécie de mini-scanner que mapeia as linhas de sua digital e, em uma fração de segundos, tem acesso aos aplicativos de que precisa.

O sistema opera nos gabinetes dos ministros, na secretaria de informática, na presidência e na diretoria geral da instituição. Cerca de 600 funcionários têm acesso à rede por um periférico que mapeia e reconhece suas impressões digitais. "A solução nos deu muitas garantias. Hoje temos condições de, no caso de qualquer ação errada, responsabilizar aquele cuja digital foi reconhecida, no exato momento em que o problema ocorreu", explica.

Com planos de concretizar uma política de segurança que seja referência no País, Alam estenderá o sistema de biometria a todas as secretarias. Além de automatizar o trabalho da Justiça, a ampliação da infra-estrutura tecnológica do STF parte de um projeto de oferecer ao público as informações sobre os processos que tramitam em última instância.

Através de um sistema chamado STF-Push, o cidadão pode tomar conhecimento, por e-mail, de cada passo do processo. Basta que entre no site da instituição, preencha uma ficha de inscrição e indique que processos gostaria de acompanhar.

Fonte: InvestNews - Gazeta Mercantil.

Revista Consultor Jurídico, 8 de janeiro de 2003, 18h57

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