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Internet vigiada

Funcionários do TJ de Minas terão acesso controlado à Internet

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais irá instalar um programa em seus computadores para evitar que funcionários visitem sites que desviem sua atenção dos objetivos corporativos. O software Websense liberará o acesso somente a sites relacionados às atividades do Tribunal.

Qualquer tentativa de acesso proibido será bloqueada automaticamente e o número do computador ficará registrado na memória do programa. A capacidade de monitoramento será de cinco mil computadores simultaneamente, suficiente para atender às três mil unidades instaladas na capital. O interior ainda não faz uso da internet.

De acordo com Luís Cláudio de Souza Alberto, da Diretoria de Instalações, Manutenção e Produção (Dirimp), a Portaria 1.204/00 proíbe o acesso, mesmo fora do horário do expediente, a sites eróticos, pornográficos, de bate-papo, jogos, concursos e gincanas.

A expectativa é de que também seja bloqueado o download de vídeos, imagens, músicas e noticiários, para evitar a sobrecarga da rede de transmissão de dados.

Para o diretor da Dirimp, o grau de consciência dos funcionários no uso da internet ainda não é satisfatório. "O percentual de utilização da internet para o trabalho é bem menor do que para fins particulares e de diversão", avalia. Luís Cláudio revela que há casos de funcionários que ficaram navegando por mais de quatro horas em uma jornada de trabalho de seis horas.

Ele concorda que controlar o uso da internet significa uma restrição para os funcionários. "Será uma perda parcial que trará benefício para todo o setor. Queremos mostrar que, ao usar a internet para interesse pessoal, o usuário estará competindo com aquele que precisa do computador para executar suas tarefas diárias."

O risco de contaminação por vírus é outro problema do uso indiscriminado da internet, diz Luís Cláudio. Apenas magistrados, secretários, diretores, escrivãos e cada setor do TJ-MG podem ter contas de e-mail particulares gerenciadas pelo servidor, que possui antivírus atualizado permanentemente.

"O restante dos usuários utilizam contas de webmail, que podem ser acessadas livremente pelo Internet Explorer. Elas não sofrem esse controle e podem, através do recebimento de arquivos infectados, contaminar toda a rede interna", arremata o diretor.

Revista Consultor Jurídico, 7 de janeiro de 2003, 11h38

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