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Sexta feira, 3 de janeiro.

Primeira Leitura: PT deve usar popularidade de Lula para governar.

Governabilidade petista

O secretário-geral da Presidência da República, Luiz Dulci, explicitou ontem como o governo Lula pretende superar a falta de uma maioria segura e aprovar suas propostas no Congresso: vai usar a popularidade do presidente e os movimentos sociais aliados do PT para pressionar deputados e senadores. É o que Dulci chamou de "governabilidade ampliada". Segundo ele, os movimentos sociais são tão necessários quanto as bancadas.

Primeiro desafio

A primeira reforma da pauta - e a mais importante - será a da Previdência, antiga bandeira do governo FHC e que sempre foi satanizada pelos petistas. Agora, eles dizem que se trata de promover "justiça social" atacando privilégios. Antes, tratava-se de retirar direitos adquiridos do funcionalismo.

Cristãos novos

Ontem, vários membros e aliados do governo Lula defenderam que a aposentadoria dos funcionários públicos tenha teto igual à do setor privado: Antonio Palocci (Fazenda), Henrique Meirelles (Banco Central), João Paulo Cunha (líder do PT na Câmara), José Genoino (presidente do PT), Ricardo Berzoini (Previdência).

O amigo PMDB

No PT, há uma compreensão cada vez mais forte de que o PMDB tratará os pleitos do governo Lula da mesma forma que tratou os de FHC. Ou seja, poderá apoiar, sim, mas jamais haverá uma garantia de fidelidade. No PMDB não há ninguém disposto a ser oposição para valer.

Medicina econômica

Ao assumir o Ministério da Fazenda, Antonio Palocci definiu-se como um "médico com interesse em economia". Disse que para as duas áreas "se requer, além de ciência, um pouco de arte".

Cálice de fel

Em seu discurso, Palocci reafirmou o compromisso com o combate à inflação e com a responsabilidade fiscal. Adiantou que nem sempre será portador de boas notícias. "Às vezes, temos de servir um cálice não muito doce de números de um realismo renitente, mas não podemos ter pressa."

Educação pela pedra

Palocci citou o poema Educação pela Pedra, de João Cabral de Melo Neto, para dizer que Lula aprendeu com a dureza da vida. Se fosse leitor mais atento, Palocci teria notado que João Cabral é poeta de verso quase matemático e nada emotivo. Bem ao contrário de Lula, que se parece mais com Cora Coralina.

Fusível queimado

Durante a passagem de bastão para José Dirceu, Pedro Parente, que deixou a chefia da Casa Civil, definiu o cargo como "um fusível, que, se necessário, deve queimar-se para evitar danos maiores".

Embrionário

Ao assumir as Comunicações, Miro Teixeira falou em adotar um sistema de TV digital exclusivo para o Brasil. O problema da escala de produção dessa tecnologia, segundo ele, pode ser resolvido com parcerias com China e Índia. Ou seja, o sistema criado teria de ser usado também por esses países para que tivesse viabilidade econômica. "Isso é um embrião de uma idéia", disse ele. Ainda bem.

Lula e Chávez

O jornal americano The Washington Post sugeriu, em editorial, que Lula assuma a liderança das negociações para a busca de uma saída política para a crise no país vizinho.

Assim falou... Antonio Palocci

"A seriedade e responsabilidade na gestão da coisa pública é uma herança inegável da condução da política econômica do ministro Pedro Malan e sua equipe"

Do ministro da Fazenda ao assumir o cargo ontem. Segundo Palocci, a diferença do governo Lula em relação a seu antecessor se expressa na agenda de reformas e na forma de encaminhá-las, o pacto social

Ironias da história

Em seu primeiro dia de trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva baixou um decreto aumentando a Cide, imposto sobre os combustíveis. No caso da gasolina, o valor, que era de R$ 0,5011 por litro, passou para R$ 0,5411 por litro. O ministro da Saúde, Humberto Costa, anunciou que os remédios vão ter aumento de 8,6% em maio. E o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, estreou no cargo fazendo elogios ao seu antecessor. Algo contraditório quando se lembra que o PT acusava o governo anterior de só se preocupar com o caixa do Tesouro e não pensar na população.

Revista Consultor Jurídico, 3 de janeiro de 2003, 15h02

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