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1º.1.2003

Primeira Leitura: o desafio do sonho à realidade.

Outro discurso

Lula iniciou seu discurso de posse dizendo que "mudança" é a palavra-chave que explica sua eleição. "Foi para isso que o povo brasileiro me elegeu presidente da República: para mudar." Mas, depois de reforçar as promessas de combate à fome, o tom do pronunciamento do presidente ao Congresso baixou para o compromisso mais ou menos genérico com reformas.

Contendo a ansiedade

"Teremos de manter sob controle as nossas muitas e legítimas ansiedades sociais, para que elas possam ser atendidas no ritmo adequado e no momento justo", alertou o presidente. "Teremos que pisar na estrada com os olhos abertos e caminhar com os passos pensados, precisos e sólidos, pelo simples motivo de que ninguém pode colher os frutos antes de plantar as árvores."

Base no Congresso

Umas das dificuldades para que as mudanças aconteçam é que o PT começa a governar com a menor base congressual desde a redemocratização do país. O governo Lula terá enormes dificuldades para tocar adiante duas reformas consideradas essenciais para consolidar a confiança até agora conquistada junto aos mercados: a da Previdência e a Trabalhista.

A vontade e a realidade

Não custa lembrar, como fez FHC, que o partido é um dos responsáveis por nem uma nem outra terem saído do papel. E olhem que FHC, em tese, tinha a maioria de que precisava. Mas fatias da base sempre se descolavam, juntavam-se ao PT para impedir que o debate avançasse.

Concessões

Há um risco, que não é pequeno, de as "mudanças" pretendidas pelo PT andarem a um ritmo muito mais lento do que supunham mesmo os mais pessimistas: cada mudança demandará uma difícil negociação de concessões pontuais no Congresso.

Rumo a 2006

São Paulo, com o governo de Geraldo Alckmin e seu secretariado com cara de ministério, é o trunfo do PSDB para a sucessão de Lula, em 2006. Minas Gerais, com Aécio Neves, precisa de um choque de eficiência e de tempo para virar vitrine tucana. São Paulo está oito anos à frente em matéria de responsabilidade fiscal, por exemplo.

Na oposição

Independentemente de quem ganhe as disputas internas do PSDB, é falsa a idéia de que haveria hipótese de o tucanato se tornar dócil ao governo Lula - como se fosse esse um caminho natural, já que todos parecem convertidos ao centro político e às idéias da social-democracia. O PSDB fará oposição.

Assim falou... Luiz Inácio Lula da Silva

"Não sou resultado de uma eleição, sou resultado de uma história."

Do presidente da República, ao dizer que seu governo é a concretização dos sonhos de mudança de várias gerações de brasileiros.

Tudo é história

"Meus companheiros e minhas companheiras!", chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao iniciar, com essa referência à tradição petista e sindical, seu discurso no parlatório do Palácio do Planalto. A forma como os presidentes começam seus pronunciamentos acabam se tornando marcas registradas dos governantes. Foi o caso do "Minha gente!" com que Fernando Collor de Mello buscava uma identificação com os "descamisados" aos quais apelava dos palanques e do "Brasileiras e brasileiros!" de José Sarney. Depois de cumprimentar os chefes de Estado presentes, Lula cumprimentou os "trabalhadores e trabalhadoras do meu Brasil". É uma variação do bordão com que Getúlio Vargas se dirigia ao operariado do país, base de apoio de seu governo: "Trabalhadores do Brasil!".

Revista Consultor Jurídico, 1 de janeiro de 2003, 20h48

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