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Pancadaria verbal

Vidigal: nota de desagravo ao procurador Taques não tem sentido.

O vice-presidente do Superior Tribunal Justiça, ministro Edson Vidigal, considerou "sem sentido" a nota de desagravo ao procurador José Pedro Taques, divulgada nesta sexta-feira (28/2) pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Segundo Vidigal, ninguém mais do que ele vem combatendo o crime organizado. "Como ministro e como cidadão sempre fui um homem íntegro e não vou admitir que insinuações levianas levantem suspeitas sobre minha honra", disse.

O ministro que todos os órgãos envolvidos nessa questão, o Ministério Público, a Polícia Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil e todos os tribunais, estão empenhados nos mesmos compromissos institucionais em defesa da ordem pública e da moralidade administrativa. O que não se pode admitir, segundo ele, são atos atentatórios a princípios constitucionais como o da transparência e o dos direitos individuais e coletivos.

Para Vidigal, a nota da ANPR não faz sentido porque defende algo que não está sendo contestado por ele: a atuação pautada "pela ética, pela transparência e pelo equilíbrio, buscando demonstrar a verdade na justiça". O ministro afirmou que defende justamente esses princípios e que, no caso em questão, eles não foram seguidos pelo procurador Taques.

Segundo ele, a acusação formulada por Taques "possui tantos erros que é difícil acreditar que ele tenha sido aprovado em concurso público para o cargo". Além do mais, destaca o ministro, "admira-me que o procurador Pedro Taques, tão ousado em executar sua lógica fascista contra o Estado Democrático de Direito, tenha se revelado, de repente, tão pusilânime. Quanto a mim, nunca precisei de adesões corporativistas nas lutas em que me embrenhei na defesa da Justiça e da paz", concluiu. (STJ)

Revista Consultor Jurídico, 28 de fevereiro de 2003, 10h26

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