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Procuradores reagem

Procuradores repudiam declarações de Vidigal sobre Taques

A Associação Nacional dos Procuradores da República divulgou nota para repudiar as declarações do ministro Edson Vidigal sobre o procurador da República de Mato Grosso, Pedro Taques.

Segundo a ANPR, o ministro "revela conduta inadequada a um detentor de tão relevante cargo da República, como é o de ministro do Superior Tribunal de Justiça", ao chamar Taques de "analfabeto".

Leia a nota divulgada:

NOTA DE DESAGRAVO

A propósito das reportagens publicadas no dia 28 de fevereiro de 2003, no Jornal Folha do Estado (MT) e na Revista Consultor Jurídico, a Associação Nacional dos Procuradores da República-ANPR vem a público manifestar apoio ao trabalho que o procurador da República Pedro Taques vem desenvolvendo no sentido de desvendar esquema de decisões judiciais que viriam favorecer integrantes do crime organizado em Mato Grosso.

Quanto às críticas feitas pelo ministro Edson Vidigal ao trabalho institucional realizado pelo procurador, a Associação expressa o seu mais veemente repúdio, não só por terem sido pautadas fora da cordialidade ínsita ao tratamento que devem ter as autoridades, mas, sobretudo, porque Taques conta com um sem número de trabalhos reconhecidos pela instituição e goza do respeito de seus pares e da comunidade jurídica brasileira.

Ao disparar que o procurador "É um analfabeto, não conhece nem sequer uma letra da Constituição" e declarar "Essa é uma prova da falta de isenção e de incompetência profissional", o ministro Edson Vidigal revela conduta inadequada a um detentor de tão relevante cargo da República, como é o de ministro do Superior Tribunal de Justiça.

Na realidade, suas declarações acabam por denegrir a imagem e a honra do procurador da República Pedro Taques de forma sensacionalista e despida de fundamentos, deixando transparecer o propósito de desacreditar perante a opinião pública o trabalho desenvolvido por membro do Ministério Público Federal.

É importante salientar que os procuradores da República pautam-se pela ética, pela transparência e pelo equilíbrio, buscando demonstrar a verdade na justiça, ideal que têm como dever institucional.

Não são condutas desse tipo que desencorajarão os membros do Ministério Público Federal a continuar desempenhando suas funções na busca de punir todos aqueles envolvidos com a prática de quaisquer crimes ou atos causadores de prejuízo à nação brasileira.

Carlos Frederico Santos

Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República

Brasília, 28 de fevereiro de 2002.

Revista Consultor Jurídico, 28 de fevereiro de 2003, 18h15

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