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Busca de nomes

Vidigal diz que responsáveis por denúncia serão identificados

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Edson Vidigal, disse nesta quinta-feira (27) que os responsáveis pela "denúncia criminosa" envolvendo seu nome e de seu filho Erick Vidigal vão ser identificados no decorrer das investigações pedidas ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

Durante entrevista coletiva, o ministro evitou dar detalhes sobre os próximos passos que serão dados para identificar as pessoas que, segundo ele, estariam por trás da articulação com o objetivo de desmoralizá-lo.

"Quem quer pegar galinha não diz xô", disse Vidigal após relatar aos jornalistas as etapas do processo que o levou a indeferir, no mês passado, liminar em habeas corpus a um dos integrantes do grupo liderado por João Arcanjo, conhecido como "comendador".

"Estamos assistindo a uma engendração ridícula. Nego uma liminar num "habeas corpus" e meu nome é envolvido em esquema de venda de decisões. Reparem bem, eu neguei," afirmou.

Vidigal disse também que o filho dele, advogado, "é contatado para uma causa e não aceita. Reparem bem, não aceita. Isso tudo é ridículo, porém criminoso, e faz lembrar a manchete de um jornal de Alagoas: 'Horroroso Crime'. Ao lado do texto, uma foto enorme do Marechal Deodoro com a legenda - Marechal Deodoro em cuja praça se deu o crime. Estão querendo que eu seja o Deodoro dessa história."

O ministro insistiu que o jornal "Folha de S. Paulo" vem fazendo campanha contra ele enquanto os demais veículos de comunicação cobrem o fato de forma isenta. "Acho que as coisas estão num nível de insanidade. Quero acreditar que a empresa está depositando confiança nele", referindo-se ao jornalista Josias de Souza, diretor da Sucursal da Folha em Brasília. O ministro cobrou a publicação na íntegra de carta enviada à sucursal e informou que ainda nesta quinta-feira (27/2) haverá outros desdobramentos judiciais.

O ministro Vidigal está em Cuiabá desde quarta-feira (26/2), quando prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal de Mato Grosso. O vice-presidente do STJ abriu mão do foro privilegiado e se prestou esclarecimentos no processo instaurado na 3ª Vara Federal de Cuiabá.

Revista Consultor Jurídico, 27 de fevereiro de 2003, 8h12

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