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Terça-feira, 25 de fevereiro.

Primeira Leitura: Wall Street elogia consenso sobre as reformas.

A coisa certa

A Carta de Brasília, que resultou da negociação de dois dias entre governadores, ministros e o governo para estabelecer um consenso mínimo sobre as reformas, criou a expectativa nos mercados de que o país pode operar mudanças: o dólar caiu 0,91% segunda-feira, o C-Bond voltou a se valorizar, a taxa de risco despencou 3,49%.

Aplausos à direita e à esquerda

Wall Street não poupou elogios à iniciativa. Analistas e centrais sindicais, mesmo a Força Sindical, também avaliaram como positivo o resultado do encontro. Na prática, é a primeira vitória de fato de Lula e sua equipe.

Natimorto

A reunião também demonstra a absoluta desnecessidade do tal Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, conforme Primeira Leitura vem alertando há tempos.

O que a Carta de Brasília mostra é que negociações nos fóruns corretos - ou seja, feitas por intermédio de caminhos institucionais já existentes - resultam em avanços concretos no debate. E em mais credibilidade para o governo.

Greve de servidores?

Só quem não gostou da Carta de Brasília foram os funcionários federais, os perdedores das reformas. Eles marcaram uma reunião plenária para o dia 23 de março para votar proposta de paralisação geral contra a perda de direitos na reforma da Previdência.

Falta coletiva

A Força Sindical, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Central Brasileira de Trabalhadores e Empreendedores (CBTE) fizeram o lançamento da campanha para reposição de perdas salariais das categorias com data-base no segundo semestre.

O ato, realizado no centro da capital paulista, reuniu 100 pessoas. Ou seja, pelo visto não falou só trabalhador, mas também as diretorias das centrais e sindicatos envolvidos, que juntas somam mais do que 100 pessoas...

Caos no Rio.

O Rio de Janeiro viveu segunda-feira mais um dia de terror orquestrado por traficantes. Granadas e bombas caseiras explodiram nas zonas norte e sul, motoristas foram assaltados, e policiais entraram em confronto com criminosos; ônibus e carros foram queimados. Parte do comércio fechou, e algumas escolas não funcionaram.

O prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), pediu a transferência do traficante Fernandinho Beira-Mar, detido no complexo de Bangu. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, prometeu uma resposta rápida para a reivindicação, mas adiantou que o bom senso indica que tirar o traficante do Rio vai melhorar a situação na cidade. O problema continua sendo: quem quer Beira-Mar?

Assim falou...Luiz Inácio Lula da Silva

[A economia] vai crescer porque eu [me] levanto cada dia mais otimista",

Do presidente da República, ao relatar as dificuldades pelas quais passa o Brasil, mas reafirmar que está confiante

Não estava escrito

Alguns intelectuais do PT, parece, perderam o rumo e a poesia. A quantidade de bobagens que dizem e escrevem é de fazer corar a nossa academia pública e gratuita (só para quem pode pagar, é claro...). Na quinta-feira passada, a professora Marilena Chaui, de venturosa biografia petista, deu um peteleco em Spinoza, mandou a lógica para o diabo e, num debate em que combatia, mais uma vez, a suposta mercantilização da educação, defendeu a elevação da taxa de juros porque, disse, não quer "o impeachment" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A companheira Marilena foi além. Num rasgo de sinceridade raro em seu partido nos últimos tempos, disse: "Ninguém sabe como se sai do modelo neoliberal". E concluiu com uma pérola do pensamento político moderno. Para ela, o Brasil será o "primeiro país do planeta a sair do modelo neoliberal". O que implica dizer que o PT, embora não saiba como, ainda vai tentar criar em Santa Cruz um modelo econômico tão nativo quanto as jabuticabas da primeira-dama Marisa Letícia. Em países em que o pensamento acadêmico é levado a sério, a tese geraria barulho.

Revista Consultor Jurídico, 25 de fevereiro de 2003, 9h42

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