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Sexta-feira, 21 de fevereiro.

Primeira Leitura: BC causou estragos na cotação do dólar.

Lula e os clássicos

Depois de reafirmar a rota recessiva, Lula cobra dos bancos públicos recursos para medidas compensatórias, mais um clássico do pensamento conservador. Em reunião com os ministros da área econômica e com presidentes dos bancos públicos, o presidente discutiu a adoção de medidas de governo para contrabalançar os efeitos recessivos do aumento de um ponto na taxa básica de juros - de 25,5% para 26,5% - e do enxugamento de R$ 8 bilhões decorrente da elevação do compulsório sobre depósitos à vista.

Convocação

Pretende-se implementar medidas compensatórias por intermédio do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF), que passariam a financiar pequenos negócios, cooperativas e a agricultura familiar, já que o crédito está a cada dia mais caro e escasso.

Fundo de grife - 1

À diferença do que fez ao anunciar 14 medidas que compensariam o corte de R$ 14 bilhões no Orçamento, desta vez, o governo divulgou uma nota lacônica ao fim do encontro, sem enumerar as ações. A CEF, no entanto, divulgou uma medida de forte impacto publicitário: a criação de um fundo de investimento com a grife Fome Zero.

Fundo de grife - 2

O fundo terá, segundo o presidente da instituição, Jorge Mattoso, a mesma rentabilidade de outros produtos similares de mercado, mas o banco vai destinar ao programa Fome Zero metade da receita da taxa de administração.

Bombardeio

Um dia depois da elevação da taxa básica de juros pelo BC, analistas de Wall Street afirmaram que o ciclo de aperto monetário não chegou ao fim. Alguns, como Michael Gavin, do banco UBS Warburg, por considerarem que a inflação continua subindo; outros, como Graham Stock, do JP Morgan, por acreditarem que a eficácia das medidas vai depender do comportamento da taxa de câmbio, que, lembrou, será afetado pela guerra.

"Fogo amigo" - 1

Como se a guerra não bastasse, também o Banco Central causou estragos na cotação do dólar ontem. O mercado ainda digeria as decisões do Copom, quando o chefe do Departamento Econômico, Altamir Lopes, informou que o governo iria comprar dólares no mercado para que o Tesouro honrasse o pagamento de US$ 2,2 bilhões de juros. Resultado: o dólar chegou a subir 0,49%.

"Fogo amigo" - 2

Luiz Fernando Figueiredo, diretor de Política Monetária, tentou apagar o incêndio, afirmando que o Tesouro só compraria dólares se a cotação não fosse afetada. Resultado final: o dólar fechou em alta de 0,08%, cotado a R$ 3,615, enquanto analistas se perguntavam se o BC tinha perdido o norte.

Assim falou... d. Jayme Chemello

"Notei angústia, até um pouco demais. Ele nem parava quieto na cadeira."

Do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para quem Lula estaria "angustiado" com a lentidão do Estado em resolver o problema social.

Esqueçam o que escrevi

O PFL quer aprovar um projeto do PT apresentado à Câmara dos Deputados em 1993 pelo atual líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP), e pelo então deputado Paulo Rocha (PA), que prevê a ampliação do seguro-desemprego. O líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN), justificou a iniciativa afirmando que as decisões da atual equipe econômica devem aumentar o desemprego no país. Mercadante classificou de "demagógica" a proposta, de sua própria lavra.

E se justificou: quando defendeu o projeto, o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) tinha reservas de R$ 5 bilhões e o país crescia 6%, condições que não existiriam mais hoje.

O PT também teve de enfrentar a ironia do PSDB. O líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou que, embora os petistas tenham criticado a política econômica da gestão tucana, o ministro Antonio Palocci (Fazenda) deverá "passar os próximos quatro anos combatendo a inflação e aumentando as metas de superávit" e não vai mudar coisa nenhuma.

Revista Consultor Jurídico, 21 de fevereiro de 2003, 9h38

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