Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Quarta-feira, 19 de fevereiro.

Primeira Leitura: BC decide a nova taxa básica de juros do país.

Nova alta

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC decide hoje a nova taxa básica de juros do país, atualmente de 25,5%. Para Primeira Leitura, o Copom deve elevar a taxa-Selic em 1,5 ponto percentual. A nova Selic ficaria em 27% ao ano, a maior desde maio de 1999.

Lulo-paloccismo

O lulo-paloccismo condenou o governo a elevar a Selic sob pena de ver explodir a taxa de câmbio. O governo se comprometeu com a estratégia de enfrentamento da crise que consiste em manter o sistema de metas e avançar mais do que Pedro Malan no corte dos gastos públicos. Como o cenário inflacionário certamente se tornou mais grave desde a reunião anterior do Copom, cabe ao governo, agora, reafirmar sua estratégia, elevando os juros.

Esquizofrenia

Pior do que uma estratégia errada, é uma estratégia esquizofrênica. É certo que a renda continuará a cair, que a recessão continuará a se aprofundar, mas o fato é que o governo Lula não apresentou qualquer alternativa de política econômica até este momento. Não há, no entender de Primeira Leitura, um plano de vôo alternativo, baseado em uma política industrial que vise a tornar a balança comercial estruturalmente superavitária.

À direita de Malan

O que há é uma crítica ao malanismo feita segundo marcos à sua direita - já que se propõe a gerar superávits fiscais crescentes cortando gastos -, estranhamente "vendida" como um misto de realismo, inevitabilidade e uma certa preocupação de resgate social. Assim, é a falta de um plano de vôo que o condena o lulo-paloccismo a ser mais realista do que foi Malan.

Trocando as bolas - 1

Os 50 sindicatos de metalúrgicos de São Paulo ligados à Força Sindical levarão, no próximo dia 26, a pauta de reivindicações da categoria à Fiesp. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra, reivindica que o reajuste salarial seja calculado com base na inflação dos últimos quatro meses, incluindo fevereiro. "Pelas nossas contas, o índice deve superar os 10%."

Trocando as bolas - 2

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, indicado por Lula para a presidência da CUT, defendeu que a negociação salarial para categorias com reajuste no segundo semestre seja feita com cautela, à espera de que o governo encontre um caminho. A CUT, central da qual o sindicato do ABC faz parte, havia decidido, na semana passada, aderir à campanha por indexação de salários.

Ainda o conselho

O presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC), cobrou, em discurso no Senado, que o governo envie propostas concretas de reformas ao Congresso. "Ou o governo não tem projetos ou tenta fugir das responsabilidades, deixando as maldades que precisam ser feitas por conta do conselho que o próprio presidente criou."

Pela classe média

Em seu discurso, Bornhausen disse ainda que o PFL fará uma oposição "responsável e conciliadora" ao governo e que lutará contra decisões que "prejudiquem mais ainda a classe média". Para marcar a oposição, senadores pefelistas não deverão comparecer, hoje, a um jantar oferecido a Lula pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Assim falou... Jorge Bornhausen

"Ou o governo não tem projetos ou tenta fugir das responsabilidades, deixando as maldades que precisam ser feitas por conta do conselho que o próprio presidente criou."

Do presidente do PFL, ao cobrar, da tribuna do Senado, que o governo envie propostas concretas de reformas ao Congresso.

Ironias da história

Os senadores do PT convenceram a base governista no Senado a não enviar ao Conselho de Ética da Casa pedido de investigação dos grampos telefônicos ilegais na Bahia, mas apenas solicitação de acompanhamento da apuração. A medida deixa claro que o Planalto não quer a instalação de uma CPI para investigar o envolvimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no caso, o que pode ser confirmado pela justificativa dada pelo líder do PTB na Câmara, Roberto Jefferson (RJ), para a decisão da bancada de não assinar o pedido de abertura da CPI organizado pelo deputado Raul Jungmann (PMDB-PE).

"Além de o governo não querer a CPI, nós temos uma excelente relação com Antonio Carlos", afirmou Jefferson. São os novos tempos - e aliados - da era Lula...

Revista Consultor Jurídico, 19 de fevereiro de 2003, 9h24

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 27/02/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.