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Aposentadoria em foco

Fausto diz não acreditar na previdência privada no Brasil

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, disse nesta quarta-feira (19/2) não confiar na previdência privada no Brasil. "Ela não tem dado resultados", afirmou o ministro Francisco Fausto, ao responder pergunta do jornalista Walter Lima, da Rádio Nacional.

O presidente do TST afirmou que a questão previdenciária no País somente será resolvida quando todo cidadão estiver disposto a abrir mão de algum direito. "Temos de renunciar a algum direito e partirmos para uma solução solidária", disse.

Segundo o presidente do TST, é preciso, entretanto, preservar o direito à aposentadoria integral de algumas carreiras de Estado, entre elas a da magistratura. "Se o Estado tirar do juiz o direito à aposentadoria integral, ele vai correr para a previdência privada e eu não acredito na previdência privada no Brasil", salientou o ministro.

Francisco Fausto defende o aumento da alíquota previdenciária cobrada dos servidores da ativa como uma das soluções para a crise de caixa da previdência pública no País. Hoje, os servidores pagam uma alíquota de 11%. "Podem pagar até o dobro, 22%", afirmou, para que seja preservada a aposentadoria integral para algumas carreiras de Estado.

Fausto propõe alíquota maior para servidor

O presidente do TST defendeu a taxação dos servidores inativos com aplicação de alíquota menor que a cobrada dos ativos. O ministro também defendeu o aumento da alíquota cobrada dos servidores da ativa.

"Acho também que os funcionários da ativa deviam pagar até o dobro, se necessário. Pagam hoje 11%, que paguem 22%", afirmou. (TST)

Revista Consultor Jurídico, 19 de fevereiro de 2003, 16h48

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