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Sob suspeita

STJ quer ouvir Roriz sobre uso de recursos públicos em campanha

O governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, e a vice-governadora, Maria de Lurdes Abadia, devem ser ouvidos sobre as acusações de utilizar recursos públicos na campanha que os reelegeu em 2002. A determinação é do relator do inquérito no Superior Tribunal de Justiça, ministro Antônio de Pádua Ribeiro.

Além dos dois, Pádua Ribeiro determinou que também sejam ouvidos em sede policial 13 servidores da Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan), o atual e o ex-presidente do Instituto Candango de Solidariedade (ICS), o diretor financeiro e um empregado do instituto.

Serão colhidos ainda os depoimentos do gerente-geral do Banco de Brasília, do proprietário e do gerente do Posto BR Park Norte, dos sócios-proprietários das empresas Adler e Linknet Informática Ltda. e do diretor da Polícia Civil do Distrito Federal. O relator determinou que o governo do DF seja oficiado para informar a lotação de dez servidores.

No inquérito, o Ministério Público Federal assinala a existência de "farta documentação" comprovando que a campanha eleitoral de Roriz e Maria Abadia foi financiada com recursos públicos obtidos mediante fraude.

Segundo as acusações, eles teriam desviado verbas do ICS para a construção de comitês eleitorais e pagamento de pessoal. Além disso, sustenta o MPF, teriam sido usados veículos oficiais na campanha, com o envolvimento de postos de gasolina que receberam dinheiro público para abastecer os carros durante o período eleitoral. (STJ)

Inq 366

Revista Consultor Jurídico, 14 de fevereiro de 2003, 20h37

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