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Sob suspeita

'Funcionários da Febem incentivam rebeliões para ganhar hora-extra.'

Funcionários da Febem de Franco da Rocha (50 km a leste de São Paulo) estariam insuflando rebeliões na entidade para que ganhassem mais adicionais mensais sob a forma de hora-extra.

O caso é investigado em sigilo pelo Ministério Público, há quinze dias, já que envolve o depoimento de menores de idade que cumprem as chamadas medidas sócio-educativas.

O promotor Márcio Sérgio Christino, do Gaeco, grupo de elite do MP paulista, concluiu nesta quarta-feira (12/2) a primeira fase das investigações. Especialista em crime organizado, ele foi o primeiro a ter denunciado a existência do PCC, o Primeiro Comando da Capital, nas cadeias paulistas.

"Estamos na fase de aprofundar as provas, mas sabemos que há na Febem um grupo de funcionários que permitem condições para que ocorram as rebeliões. Isso se dá da seguinte maneira: permite-se que menores saiam dos alojamentos, reduz-se o controle da segurança, deixa-se que menores ganhem acesso a áreas sem o mínimo controle de segurança".

Na próxima semana, Christino toma o depoimento de funcionários e até de "não-funcionários que sabem da existência dessa quadrilha".

Christino revela que "essas rebeliões se multiplicaram sobretudo depois que o novo diretor da Febem tomou posse". Diz Christino que, ocorrendo uma rebelião seguida de outra, funcionários estariam ganhando "fortunas" com os pagamentos de horas-extras de funcionários da Febem para cobrir o trabalho da segurança noturna e em finais de semana.

Revista Consultor Jurídico, 12 de fevereiro de 2003, 15h01

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