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Quinta-feira, 6 de fevereiro.

Primeira Leitura: Força Sindical lança campanha salarial urgente.

Começou

A Força Sindical lançou nesta quarta uma campanha salarial de emergência para repor as perdas salariais acumuladas em novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. Categorias profissionais que tiveram reajustes no segundo semestre do ano passado já terão, em março, perda acumulada de 10,3%, segundo projeções da central sindical para a inflação.

Cada um na sua

"O trabalhador que teve o reajuste médio de 10,26% em novembro já terá perdido todo ele em fevereiro, porque a inflação nos últimos meses foi pesada. Não dá para esperar chegar novembro de novo", afirmou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da central. "A função do governo é segurar a inflação. Se não faz isso, não pode nos impedir de pedir reajuste", completou.

Coincidência

O lançamento da campanha ocorreu no mesmo dia em que a Fipe divulgou a inflação da cidade de São Paulo no mês de janeiro. O IPC ficou em 2,19%, acima do 1,82% registrado em dezembro. Trata-se da maior taxa para um mês de janeiro do Real. O índice superou as projeções de todos os analistas, inclusive a da própria Fipe.

Para o espaço

No mercado, ganha força a aposta de que o Copom será obrigado ou elevar outra vez os juros na sua próxima reunião ou a mudar a meta de inflação do ano, hoje em 8,5%.

Super-safra

A Fipe acredita que pode até haver deflação a partir de março. Muitos, porém, vêem como cada vez mais distante a possibilidade de haver queda nos preços dos alimentos - a safra agrícola deverá ser recorde, mas por causa de produtos para exportação, como a soja.

Medida preventiva

No caso dos industrializados, os preços estão sendo reajustados para manter a rentabilidade ainda que isso implique perda de fatias do mercado. Com medo de medidas heterodoxas, os empresários têm preferido garantir suas margens de lucro.

Dois pesos...

Lula convocou o setor sucroalcooleiro para explicar o motivo de não estar sendo cumprido o acordo, firmado em janeiro, que fixava o preço do álcool a 60% do da gasolina. O governo se diz preocupado com o impacto do reajuste na inflação. Os produtores de álcool e as distribuidoras acusam-se mutuamente.

...Duas medidas

A verdadeira questão é: um governo que não controla a política de preços da estatal de petróleo, que é um monopólio, pode controlar os preços do cartel do álcool? Os produtores contam com a alternativa de produzir mais açúcar, e exportá-lo, do que álcool. As exportações de açúcar cresceram cerca de 25% no ano passado. O dólar alto explica.

Montanha mágica

Tião Viana, líder do PT no Senado, sugeriu que o partido adote a prática de clausura, segundo ele, comum entre os partidos alemães: quando há problemas a resolver, seus integrantes reúnem-se em um lugar afastado nas montanhas e discutem até chegar a um consenso.

Assim falou...Babá

"Ela [a Carta ao Povo Brasileiro] não foi discutida nas instâncias do PT, mas apenas pela executiva nacional e pelo Duda Mendonça".

Do deputado federal João Batista Araújo, o Babá (PT-PA), da ala radical do partido, ao afirmar que a Carta não representa o programa do partido, que, originalmente, defende a ruptura com o atual modelo econômico.

Estava escrito

"Este organismo se coloca em risco de irrelevância se deixar o Iraque continuar a desafiar [as resoluções de desarmamento] sem responder efetiva e imediatamente". A frase, do secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, em seu discurso ao Conselho de Segurança da ONU, em que apresentou as informações que seu país considera como evidências de que o Iraque tem armas proibidas, ecoa declaração semelhante do presidente George W. Bush em discurso à Assembléia Geral, quando afirmou que a ONU não deve ser apenas um fórum de debates.

Powell apresentou vídeos, fotos e gráficos, mas não convenceu ninguém além dos aliados de sempre, como a Inglaterra. Representantes da China e Rússia pediram mais tempo para os inspetores de armas. A Bolsa de Nova York subiu durante o discurso, mas fechou em queda.

Revista Consultor Jurídico, 6 de fevereiro de 2003, 11h09

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