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Terça-feira, 4 de fevereiro.

Primeira Leitura: Dulci nega que Lula se preocupa só com o mercado.

Se não agora, quando?

Ao tentar defender o programa Fome Zero de críticas e pedir paciência aos que acusam o governo atual de manter a política econômica da administração anterior, Frei Betto saiu-se com uma frase no mínimo intrigante. "Nós chegamos ao governo, e não ao poder. Temos consciência disso", disse o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como assim? Afinal, se o PT não chegou ao poder agora, que conquistou a Presidência da República e também a da Câmara, quando vai chegar?

Recuo

O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que assumiu no domingo a presidência da Câmara, voltou atrás na sua proposta de reduzir o prazo de tramitação das reformas no Congresso. A redução seria possível, segundo o deputado, porque o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social entregaria ao Congresso propostas já discutidas.

Reação

Na quarta-feira passada, o site Primeira Leitura alertou que a idéia transformaria a Câmara e o Senado em meras Casas homologatórias de decisões do conselho, formado por pessoas escolhidas pela presidente da República. No final de semana, quando os novos parlamentares assumiram, imprensa e políticos reagiram à proposta.

Constrangimento

Mesmo com o recuo de João Paulo, o clima é de constrangimento entre o Poder Executivo e o Legislativo. Tanto é assim que o presidente Lula deve ir pessoalmente à sessão de reabertura do Congresso, no dia 17, acompanhado do maior número possível de participantes do conselho.

PT x PT

O líder do governo no Senado e no Congresso, Aloizio Mercadante (PT-SP), fez uma crítica indireta ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que na sexta-feira disse, numa reunião com parlamentares petistas, que o país estava quebrado. A declaração foi gravada e repassada à imprensa. "Cada um deve avaliar o que diz em qualquer ambiente", disse Mercadante.

Novos amigos

"Minha gratidão a todos. Vocês foram fundamentais e quero deixar registrado." A frase foi dita pelo deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), eleito primeiro-secretário da Câmara, ao ouvido do deputado petista Paulo Rocha (PA). Só para lembrar: Geddel faz parte daquela ala do PMDB que o PT sempre demonizou porque não agiria de acordo com a ética.

Velhas práticas

O ministro José Dirceu (Casa Civil) foi o responsável pelo fato de o PT ter mantido o acordo com o PMDB e ajudado a eleger Geddel. O Congresso começa a funcionar no dia 17 com duas marcas impressas por Dirceu: no Senado, o ministro passou o rolo compressor no PMDB e o fez engolir Sarney; na Câmara, passou o rolo compressor na bancada petista e o fez engolir Geddel.

Não é só o mercado

O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, reuniu-se ontem com sindicalistas da CUT, Força Sindical e CGT e negou que o governo Lula esteja preocupado apenas em atender às demandas do mercado.

Segundo ele, "o projeto Fome Zero é um sinal inequívoco da prioridade social do governo".

Assim falou...Antônio Palocci

"Se o dólar aumenta, ele não pode aumentar na cozinha da dona de casa, principalmente daquelas mais pobres".

Do ministro da Fazenda ao indicar que o governo pretende impedir que chegue aos consumidores brasileiros o aumento do preço do petróleo e de seus derivados, como o gás de cozinha, que uma eventual guerra dos EUA contra o Iraque deve provocar.

Tudo é história

Enquanto preocupa-se em atacar o Iraque e garantir a hegemonia mundial dos EUA por meio das armas, o presidente George W. Bush vai se tornando o responsável por ressuscitar os déficits fiscais do país. Ontem, enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento que prevê o maior déficit da história americana: US$ 307 bilhões.

Quando recebeu o governo de Bill Clinton, responsável pelo primeiro superávit em 29 anos, o resultado do balanço entre arrecadação e despesas tinha sido positivo em US$ 236 bilhões. O último déficit recorde - US$ 280 bilhões - foi alcançado em 1992, durante governo do pai do atual presidente.

Revista Consultor Jurídico, 4 de fevereiro de 2003, 9h57

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