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3 dezembro 2003
Eliminando a digitação
Tribunal do Júri em Curitiba faz o primeiro júri digital do país
O Tribunal do Júri, em Curitiba, promoveu nesta segunda-feira (1º/12) o primeiro júri digital do país, segundo o Ministério Público do Paraná. Os depoimentos de um caso de homicídio, ocorrido na capital, em agosto de 1996, foram gravados por uma webcam e passados para CDs, que serão anexados ao processo. O objetivo da gravação é agilizar a realização do júri, uma vez que o procedimento elimina a digitação em plenário.
Os autos nº 1997.3074-1 tinham como réu Pedro Valdir Esperança, que foi condenado a sete anos em regime fechado. A vítima foi um mecânico de 29 anos, que foi baleado no bairro Fazendinha. O julgamento começou às 9 da manhã e terminou às 17:30, sendo que entraria noite adentro caso os depoimentos não tivessem sido gravados. Foram ouvidas duas testemunhas.
A gravação foi feita após consentimento dos jurados e da defesa. Atuaram neste caso o promotor de Justiça Celso Luiz Peixoto Ribas, o juiz Fernando Ferreira de Moraes, e o defensor público Jucimar Moura dos Santos.
O assistente das Promotorias junto ao Tribunal de Júri, Ronildo José do Carmo, explicou à rádio CBN Curitiba que as sentenças saem mais rápido no júri digital. Ele disse que os advogados de defesa podem eventualmente discordar das gravações, mas acredita que isso não vai impedir o crescimento no número de júris digitais.
Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2003
Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
Creio que o avanço é interessante e marca o iní...
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 11/12/2003.