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3 dezembro 2003
Cartas na mesa
Leia a defesa de Ali Mazloum sobre o escândalo da Operação Anaconda
O advogado do juiz federal Ali Mazloum, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, afirma que seu cliente foi envolvido na Operação Anaconda para que o "escândalo" ganhasse destaque na imprensa e valorizasse a operação.
Na defesa do juiz quanto à acusação de formação de quadrilha, Mariz afirma que o fato de não haver gravação de nenhuma conversa telefônica de Ali -- nem com integrantes da suposta quadrilha, nem com ninguém -- prova que o juiz é inocente. "Sobre as conversas telefônicas interceptadas, conforme já referido anteriormente, trata-se de diálogos entre pessoas estranhas ao requerente [Ali], que com ele nunca tiveram qualquer relação", afirma o advogado.
Na outra defesa, quanto à acusação de abuso de autoridade, Mariz argumenta: "Insurge-se a acusação contra o fato de o magistrado haver condicionado o recebimento da denúncia [no caso Ari Natalino da Silva] 'ao conhecimento, por ele, da integralidade das gravações realizadas nas interceptações telefônicas'. Teria ele demonstrado 'intenso interesse em conhecer totalmente as gravações'."
"A defesa deseja, aqui, por avaliar oportuno, abrir um pequeno parêntesis. Quer dizer, então, que aquela denúncia foi oferecida sem que fosse juntada toda a prova colhida acerca dos fatos? Escolheu a acusação as provas que lhe interessavam? Parte das gravações foi simplesmente deixada de lado? Por que?", questiona o advogado.
E completa: "Duvida a acusação, por querer duvidar, que um magistrado tenha interesse em conhecer todas as provas de um processo de sua competência e que, estranhamente, não foram anexadas aos autos. Que estranha idéia as acusadoras fazem da Magistratura brasileira?"
-- Clique aqui para ler a defesa quanto à acusação de formação de quadrilha
-- Clique aqui para ler a defesa quanto à acusação de abuso de autoridade
Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2003
Comentários
Comentários de leitores: 2 comentários
A qual "PODEROSO" de plantão o Juiz Ali Mazloum...
Como dito alhures, há imprensa e imprensa... Pa...
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 11/12/2003.