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8 agosto 2003
Crítica em discurso
Uzzo lança candidatura e diz que OAB-SP é antidemocrática
Mais de mil pessoas estiveram na quarta-feira (6/8) no Club Homs na festa de lançamento da candidatura de Valter Uzzo, segundo sua assessoria de imprensa. O candidato lembrou a situação dos advogados e advogadas, como está a Ordem hoje e o objetivo de sua candidatura: construir uma Ordem verdadeiramente democrática para todos os advogados e advogadas.
"É hora de voltar a Ordem para os advogados anônimos que trombam no corredor e são maltratados por funcionários, para o advogado que tem uma dificuldade imensa em cumprir com as suas obrigações e cumpre. É preciso que a Ordem olhe e dê uma esperança a esses advogados."
Uzzo também falou do papel que entidade precisa exercer para os advogados recém-formados: "Os jovens advogados necessitam de uma Ordem que lhes dê amparo, que combata a injustiça e seja sobretudo democrática."
E como disse, a idéia da sua candidatura nasceu quando constatou, como secretário-geral, a falta de democracia na instituição. "A minha idéia de ser candidato nasceu quando constatei que internamente a Ordem é antidemocrática e manipulada por um pequeno grupo." E complementou: "É uma Ordem que tem algumas caixas-pretas, não porque existam irregularidades, mas porque significam o domínio do poder."
Campanha no interior
O candidato à presidência da OAB-SP Valter Uzzo, da chapa OAB Para Todos, iniciou sua campanha no interior de São Paulo pela cidade de Presidente Prudente, onde teve contato direto com pelo menos 50 advogados e concedeu entrevistas à mídia local. Na quinta-feira (7/8), ele continuou a campanha em visita a Presidente Bernardes.
Uzzo chegou ao Fórum de Presidente Prudente da cidade por volta das 15h30 e começou a panfletagem.
Ele ouviu as críticas dos profissionais da cidade em relação ao Judiciário, considerado por eles muito autoritário. Isso seria um fator que compromete a atuação da classe. Por isso, a insistência no pedido ao candidato de uma ação mais forte da OAB na defesa das prerrogativas dos profissionais.
Outro ponto também levantado pelos advogados da cidade foi a necessidade de se melhorar os honorários do convênio da Assistência Judiciária. Muitos advogados do interior dependem dessa renda. No caso dos profissionais prudentinos, a reclamação fica por conta da baixa remuneração e da burocracia.
Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2003
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