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Sem conexão

Wilma de Faria não tem conta em banco da Suiça

O Palácio do Planalto recebeu da direção do banco suíço Tempus Private Bank comunicado oficial negando que a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, possua conta naquela instituição financeira. O comunicado é uma resposta à solicitação da Embaixada do Brasil na Suíça, feita a pedido do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. No dia 9 de abril, durante audiência com Dirceu, a governadora pediu a interferência do governo brasileiro para que usasse de canais diplomáticos e se antecipasse à própria Justiça a fim de esclarecer o caso.

Wilma de Faria está sendo investigada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por eventual prática de crimes contra a ordem tributária e evasão de divisas. Na semana passada, o relator do processo, ministro César Asfor Rocha, determinou a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico da governadora, bem como solicitou informações ao banco suíço. A denúncia contra a governadora é baseada em cópia de extrato bancário retirado do Tempus Bank na Internet (www.tempusbank.com), no qual consta depósitos de 500 mil dólares. Segundo Wilma de Faria, a cópia, uma falsificação grosseira preparada pelos seus adversários políticos durante a campanha eleitoral, não resiste a qualquer perícia.

Em entrevista à TV Record, o ministro César Rocha justificou a quebra do sigilo da governadora e a solicitação de informações ao banco dizendo ser esta "a única maneira de saber se é verdade ou não se existe uma conta em nome da governadora". Quando esteve com José Dirceu, Wilma de Faria sugeriu que por meios diplomáticos essa resposta poderia chegar mais rápido.

O Consultor teve acesso ao comunicado enviado pelo presidente do Tempus Bank, Oscar Holanweger, ao ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil na Suíça, Flávio Macieira, cujo teor é o seguinte:

"Em resposta ao seu fax, datado de 14 de abril de 2003, é do nosso conhecimento o uso errado do nosso nome (registrado internacionalmente) pelo Tempus Private Bank na Internet. Estamos em contato com as autoridades da Comissão Federal dos bancos (o Banco Central suíço) em Berna, que já tem conhecimento do fato. Gostaríamos de enfatizar que o nosso banco não conexão com o banco mencionado pelos jornais brasileiros e a Sra. Wilma de Faria não é conhecida por nós."

O site Consultor Jurídico apurou ainda que o documento está sendo encaminhado ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro.

Revista Consultor Jurídico, 27 de abril de 2003, 17h36

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