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Críticas ácidas

Economist afirma que Judiciário brasileiro trabalha pouco

O trabalho mais perigoso no Brasil, parece, não é caçar criminosos, mas lidar com os que já estão na cadeia. É assim que se abre uma reportagem da prestigiosa e prestigiada revista The Economist, que dedica uma página à criminalidade no Brasil, em sua edição corrente, datada de 29 de abril, mas já nas bancas.

Sob o título de Gangues Versus Estado, a Economist cita o assassinato dos juízes Antônio José Machado Dias, em São Paulo, e Alexandre Martins de Casto, no Espírito Santo. A revista sustenta que "O Brasil tem gangues mortais e altos índices de assassinatos".

Para a revista, "apenas o endurecimento" por parte das autoridades contra o crime "não vai funcionar". Diz a Economist que "o aparato jurídico-policial está cheio de defeitos, desde a forma displicente pela qual os crimes são registrados até a ridícula carga de trabalho da Corte Suprema, que julgou 83 mil casos ano passado. Os mafiosos se infiltraram no Estado. No Espírito Santo, vários chefes de polícia e políticos estão na folha de pagamento das gangues".

Mas a talvez a crítica mais ácida seja contra o Congresso Nacional. "Por anos, o Congresso tem arrastado e tentado as reformas, incluindo dar aos promotores e procuradores maior controle sobre as investigações policiais e restringindo as sentenças sobretudo àqueles acusados de crimes sérios e violentos. Mas o Congresso não gosta de se confrontar com lobbies poderosos, como o da polícia".

Revista Consultor Jurídico, 23 de abril de 2003, 11h49

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