Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Terça-feira, 15 de abril.

Primeira Leitura: Palocci deixa de lado investimento na TV digital.

Quando?

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse segunda-feira, em Washington, não acreditar na geração espontânea de crescimento e distribuição de renda a partir da estabilidade macroeconômica. Palocci afirmou ainda que o governo Lula será mais atuante do que o governo FHC em matéria de distribuição de renda. A pergunta é: quando?

No futuro...

As promessas de maior engajamento do governo nas questões econômicas e sociais são um projeto para o futuro, Palocci não esconde. Na prática, hoje, o que vale é o fiscalismo do ministro, o que tem enterrado ou deixado em estado de inanição todas as ambições por investimentos estatais.

De olho no caixa e na meta de gerar um superávit de 4,25% do PIB, Palocci tem escanteado a idéia (ainda bem que uma idéia absolutamente infeliz) de investimentos públicos para o desenvolvimento da TV digital, defendida pelo colega Miro Teixeira (Comunicações), e a transformação da Eletrobrás em carro-chefe da recuperação do setor elétrico, o que contraria a tese do presidente da estatal, o físico Luiz Pinguelli Rosa.

... fica para agosto...

O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que a definição da política industrial do governo Lula sai até agosto. Ora, isso ou é parte de um projeto de governo ou não é. Por enquanto, o que se tem é o ministro do Planejamento, Guido Mantega, dizendo que nessa área serão mantidos os projetos de FHC (que não tinha política industrial!!). E Furlan se esforçando para acalmar analistas que notam a paralisia nessa área.

... para mais tarde...

Mais uma coisa em estudo pelo governo, ou seja, para mais tarde: pretende-se vender energia mais barata às indústrias para impulsionar a economia, afirmou a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. A proposta em estudo é negociar a redução de preço nos horários de pico para estimular o consumo e evitar que as geradoras tenham prejuízo. A Eletrobrás estima perdas de R$ 5 bilhões em 2003 com a sobra de energia por causa do baixo consumo.

Para ontem!

Para ontem mesmo só as reformas - justamente o que Lula não prometeu na campanha eleitoral, já que reformas pressupõem perdedores. Ontem, o presidente expôs a sindicalistas, convocados por ele, os principais pontos das reformas da Previdência e tributária. "As reformas sairão da unidade do que a sociedade quer e o movimento sindical deseja", disse.

Desejos sindicais

Ora, como boa parte da direção da CUT pertence aos quadros do PT, melhor seria dizer que as reformas sairão da unidade do que os sindicalistas ligados ao governo querem e do que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, composto por amigos do presidente, quer.

Mas, convenhamos, nem precisava Lula ter um círculo de amigos tão amplo. Os ministérios já têm prontos seus projetos, e são estes os que valem.

Assim falou... Antonio Palocci

"Não acreditamos, como se acreditou por muitos anos no Brasil, que a estabilidade gera crescimento".

Do ministro da Fazenda, ao explicar que tem consciência de receber tantos elogios do mercado e de organismos internacionais quanto o governo anterior - que quase levou o Brasil à falência - recebia.

Assim falou... José Saramago

"Até aqui eu cheguei. De agora em diante, Cuba seguirá seu caminho, eu fico por aqui."

Do escritor português, prêmio Nobel de Literatura em 1998 e comunista histórico, ao anunciar seu rompimento com Fidel Castro, por causa da execução dos que se opõem ao regime.

Dica Cultural

Estamos entrando em uma nova era, determinada pela hegemonia de um poderoso Estado policial-militar a serviço de uma oligarquia financeira, e quase ninguém se dá conta disso. Contando com a sofisticação da mídia, os mecanismos de controle e censura se sofisticam a extremos de sutileza, manipulando a história em tempo real. Tal cenário não saiu de um livro de George Orwell ou Aldous Huxley.

Trata-se dos Estados Unidos da América neste início de milênio, na visão extremamente crítica e aguçada do escritor e ensaísta americano Gore Vidal.

Em seu último livro, Perpetual War for Perpetual Peace: How We Got ToBe So Hated (Guerra perpétua para a paz perpétua: como conseguimos ser tão odiados), lançado ano passado, Vidal denuncia a censura da mídia, da qual ele mesmo foi vítima, e explica como uma democracia gigante tornou-se um Estado militar hegemônico.

Revista Consultor Jurídico, 15 de abril de 2003, 9h34

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 23/04/2003.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.