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Quarta-feira, 9 de abril.

Primeira Leitura: Lula tenta salvar a imagem do PT em São Paulo.

Operação salva-PT

A população de São Paulo, coitada!, foi pega no fogo cruzado da incompetência da prefeita Marta Suplicy (PT) e da, como poderíamos dizer?, moralidade elástica dos empresários de ônibus, chamados de "bandidos" pelo presidente Lula, que prometeu apoiar a prefeita nesta "boa briga". Prometeu mais: apoiar a reeleição dela à prefeitura. Ou seja, Lula colou sua imagem à de Marta na tentativa de salvar o partido em São Paulo, que caminha para o desastre.

Bósnia asfáltica

Toda a torcida do Corinthians - incluindo o presidente corinthiano - sabe não é de hoje que a popularidade de Marta está em níveis baixíssimos. A pesquisa Datafolha de segunda-feira apenas confirmou isso. O povo já não agüenta greve de ônibus (foram 12 em dois anos). E a cidade parece uma Bósnia asfáltica, tal o seu abandono.

Ação com método

De qualquer modo, é um problema da cidade, onde Lula não deveria se meter. Mas não é por erro de cálculo que o faz, e sim por método. A ação se inscreve numa perspectiva bem maior do PT, de longuíssimo prazo.

O ministro das Cidades, Olívio Dutra, deu a senha: "Nos quatro anos do primeiro mandato (sic) do presidente Lula vamos buscar esse objetivo". O tal objetivo a que ele se referia é o investimento de R$ 3 bilhões por ano na área habitacional.

Tico e teço

Para quem ainda não fez o Tico encontrar o Teco: Lula se joga de peito aberto em São Paulo para tentar salvar Marta Suplicy, companheira de partido, vice-presidente do PT, dos escombros da impopularidade. Marta, na capital, é peça de um projeto continuísta que vai dando suas pistas claríssimas nem bem Lula completou três meses de governo. Viram? Dutra já fala no "primeiro mandato" de Lula; o próprio presidente, há dias, disse que um mandato é curto demais para o tamanho do seu sonho. Ou Lula e sua alta popularidade vêm em socorro de Marta e seu baixíssimo prestígio, ou o projeto continuísta do petismo começa a correr riscos.

Ué?!!

Depois de ter integrado o pelotão de frente da tropa de choque mobilizada pelo governo para satanizar as agências reguladoras, a ministra Dilma Roussef (Minas e Energia) surpreendeu ontem parlamentares ao elogiar as agências e considerá-las "imprescindíveis". Prometeu reforçar o papel das agências dando-lhe mais atribuições técnicas e retirando as funções políticas desnecessárias.

Populismo

A conversão só não atingiu o presidente Lula. Em um encontro com operários, ele repetiu o discurso populista do início do governo e voltou a dizer que continua a saber dos reajustes das tarifas de energia pela TV por culpa da agências reguladoras: "Eu soube, assim como vocês, pela TV, e as pessoas devem ter dito, aquele presidente filho da mãe aumentou a luz de novo!".

Assim falou...Luiz Inácio Lula da Silva

"Eu ganhei tudo nos últimos tempos: a eleição no ano passado; o campeonato paulista com o Corinthians, porque sou corintiano; com o Vasco, no Rio de Janeiro, porque sou vascaíno, e com o Cruzeiro, que é meu time em Minas. Quero ganhar as eleições com a Marta Suplicy no ano que vem para estar realizado."

Do presidente da Republica, lançando o nome da prefeita de São Paulo à reeleição.

Dica Cultural

O trabalho de jornalistas durante a cobertura de conflitos é um tema que freqüentemente é levado às telas do cinema, seja como coadjuvante ou como atração principal. Um dos mais recentes exemplos é o premiado Terra de Ninguém (2001), de Danis Tanovic. A partir de uma inusitada situação - dois soldados, um sérvio e um bósnio, presos numa trincheira entre as forças de seus Exércitos -, o diretor expõe o difícil papel desempenhado por forças da ONU e pela mídia quando envolvidas em impasses.

O também recente Fomos Heróis (2002) trata de uma das mais sangrentas batalhas da Guerra do Vietnã, ocorrida no Vale da Morte, em 1965. Embora seja marcado pelo patriotismo norte-americano, o filme mostra como um jornalista pode chegar a pegar em armas quando colocado ao lado da força militar durante um combate. O Resgate de Harrison (2000), Salvador (1986), Os Gritos do Silêncio (1984), Sob Fogo Cerrado (1983) e O Ano em que Vivemos em Perigo (1982) são outras fitas que abordam o jornalismo nos conflitos armados. Os filmes citados são oportunos para quem quer refletir mais sobre a morte de 11 jornalistas desde o início da guerra do Iraque - 3 deles tombaram.

Revista Consultor Jurídico, 9 de abril de 2003, 9h54

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