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Massacre na África

Nações Unidas prometem punir culpados por mortes no Congo

Texto transcrito do site da BBC Brasil

O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, prometeu punir os responsáveis pelo massacre de mil pessoas ocorrido na quinta-feira passada na República Democrática do Congo.

Vieira de Mello disse que as pessoas responsáveis pelas mortes na região de Ituri (nordeste do país) serão processadas pelo recém-constituído Tribunal Penal Internacional.

O massacre ocorreu um dia depois de assinado um acordo de paz na África do Sul entre governo, partidos de oposição, grupos civis, milícias e rebeldes do Congo.

Nesta terça-feira, também foi divulgado um relatório que diz que o conflito no Congo já deixou mais mortos do que todos os outros desde a Segunda Guerra Mundial.

Milhões

De acordo com a agência de ajuda humanitária que elaborou o relatório, cerca de 3,3 milhões de pessoas já morreram por causa da guerra.

Dessas pessoas, apenas 10% morreram em combates. As outras teriam morrido de fome ou de doenças por causa da atuação dos grupos armados que operam no país.

"É uma catástrofe humanitária de proporções horrendas e chocantes... Apesar disso, ela tem recebido atenção reduzida dos doadores internacionais e da mídia", afirmou o presidente da agência, George Rupp.

A pior guerra da África começou há quatro anos e meio, logo depois da invasão do norte e do leste do Congo por Ruanda e Uganda.

A invasão ocorreu, segundo esses países, para impedir que grupos armados atacassem Ruanda e Uganda a partir do território do Congo.

Revista Consultor Jurídico, 9 de abril de 2003, 8h50

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