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Quinta-feira, 3 de abril.

Primeira Leitura: queda do dólar altera expectativa sobre juros.

Dá para ver daqui

As quedas do dólar e do risco do país alteraram profundamente a expectativa de investidores sobre os juros no país. Pela primeira vez em muitos meses, os contratos negociados na BM&F projetaram percentual inferior ao da taxa-Selic, que é o juro básico fixado pelo Banco Central e está em 26,5%. Os contratos com vencimento em julho, por exemplo, projetaram taxa de 26,37%.

Festa por antecipação

O mercado antecipa problemas, mas também o que considera soluções. Assim, quando confirmou que o governo teria maioria no Congresso para aprovar a emenda ao artigo 192 da Constituição, que trata do sistema financeiro e abre caminho para a autonomia do Banco Central, passou a antever a aprovação da reforma que conta, que é a da Previdência.

Vitória e vexame

A vitória da situação foi expressiva na aprovação da emenda ao artigo 192. Dos 473 deputados presentes, 442 votaram com o governo. Mas isso não escondeu o vexame petista de ter de comemorar o que, afinal, é um texto de autoria do ex-senador tucano José Serra... "O PSDB vai votar a medida do Serra. Nós não vamos fazer oposição de bravata", provocou o líder tucano Jutahy Magalhães (BA).

Partido único

O PT foi a estrela da situação e - incrível! - também da oposição na Câmara, revelando uma certa vocação para partido único. Por exemplo, depois de serem forçados a recuar e votar favorável à matéria, os 30 deputados da esquerda petista fizeram declaração de voto contrária à autonomia do BC.

Protestos curiosos

Muitos deputados, aliás, protestaram contra a autonomia do Banco Central pouco tempo antes de votar a favor da emenda. Curioso, já que não é segredo para ninguém que o governo pretendia, com a aprovação, abrir caminho para o BC independente. A intenção é tão pública quanto o compromisso firmado com o FMI de apressar esse processo.

Prioridade de quem?

A pesquisa CNI-Ibope mostrou que Lula está com a popularidade a toda. Dos entrevistados, 80% confiam no presidente; 64% votariam nele no primeiro turno se as eleições fossem hoje; e 75% aprovam a forma como ele está administrando o país. Mas o povo, decididamente, não vê reformas como prioridade - só 5% dos ouvidos consideraram a da Previdência prioritária.

E o que é Previdência?

Aliás, 67% dos brasileiros nem sabe o que significa o termo Previdência Social! Quando induzidos a relacionar Previdência com aposentadoria, a maior parte deles conclui que a reforma tem por objetivo aumentar os ganhos dos inativos. Será?

Prioridade do povo

Mas o que o povo espera de Lula, mesmo, é mais crescimento e emprego (43%) e mais salário (22%). Alguém em Brasília deveria avisar que isso vai demorar bastante...

Assim falou... Tony Blair

"O Iraque não deve ser governado pelos norte-americanos nem pelos britânicos nem por nenhuma outra força estrangeira"

Do primeiro-ministro britânico, principal aliado de George W. Bush na guerra contra o Iraque. Os dois líderes parecem estar em rota de colisão, já que o governo Bush já está escolhendo nomes de 23 americanos para serem "ministros" no Iraque.

Tudo é história

O governo de George W. Bush marcou a ascensão ao poder de um grupo extremamente conservador, que defende a linha dura na política externa e a preponderância absoluta do poder militar sobre a diplomacia. Este grupo, genericamente denominado como "neoconservador", já teve influência marcante no governo do primeiro George Bush, o pai, (1989-1992), atravessou o período Bill Clinton (1993-2000) no ostracismo e agora voltou com força total.

Para eles, os EUA devem evitar que qualquer outro país ou aliança se tornem uma superpotência. A doutrina dos ataques preventivos, segundo a qual os Estados Unidos têm o direito de atacar primeiro um país que seja potencialmente ameaçador, foi formulada por esse superfalcões, que formam um grupo autodenominado Keepers of the Flame (protetores da chama) e são conhecidos em Washington como os "loucos da direita". Para eles, os EUA têm de se estabelecer pelo medo e pela superioridade militar.

Revista Consultor Jurídico, 3 de abril de 2003, 12h04

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