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Sexta-feira, 27 de setembro

Primeira Leitura: mercado volta a ter um dia nervoso.

Sinais divergentes

No mesmo dia em que o relatório de contas externas mostrou uma significativa melhora, o mercado voltou a viver um dia nervoso. A moeda brasileira perdeu boa parte do que havia recuperado, na quarta-feira, em relação ao dólar, que fechou valendo R$ 3,76, com alta de 2,59%.

O risco subiu 2,07%, para 2.224 pontos, enquanto o C-bond, principal título da dívida brasileira, perdeu 2,53%, sendo negociado a 50,5% do valor de face.

Patologia financeira

Falando na reunião do Banco Mundial, em Washington, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, descreveu o comportamento do mercado brasileiro com palavras agressivas.

“Há uma ambição infecciosa, um medo infeccioso e também uma ignorância”, afirmou, acrescentando que o que se constata no mercado é um comportamento típico de manada.

Para o bem...

O Brasil teve superávit de US$ 316 milhões nas transações correntes, primeiro resultado positivo desde agosto de 1994. Para setembro, o Banco Central projeta superávit de US$ 1 bilhão, o melhor número desde maio de 1990.

O BC reviu novamente a estimativa para a balança comercial, projetando agora um saldo positivo de US$ 9 bilhões para o ano.

...e para o mal

No lado negativo, a entrada de investimento estrangeiro direto caiu para US$ 882 milhões no mês passado (era de US$ 1,4 bilhão em agosto de 2001). Para o ano, prevê-se um investimento total de US$ 15 bilhões, menos do que os US$ 16,5 bilhões estimados anteriormente.

Batendo cabeças

O diretor-gerente do FMI, Horst Koehler, decidiu tentar corrigir as declarações do chefe do Departamento de Pesquisa do Fundo, Kenneth Rogoff. Na quarta, Rogoff havia dito que não há mais o que fazer pelo Brasil e que o único caminho seria um “doloroso” ajuste fiscal. Quinta-feira, Khoeler ressaltou que a atual crise financeira no país já era esperada e que a transição política será "suave".

Tautologia

De qualquer maneira, Guillermo Perry, economista do Banco Mundial, recomendou ao futuro presidente agir rápido para convencer os mercados de que a economia brasileira está no caminho certo.

Bombeiro

Em seminário do Banco Mundial, em Washington, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse que não se pode afastar a possibilidade de Armínio Fraga permanecer no BC se Lula vencer a eleição:

“Não acho que haja qualquer hostilidade [no PT] em relação a Armínio”. Na terça, Lula disse que o presidente do BC não fará parte de um governo seu.

Dúvidas

Apesar da fala de Malan, alguns dos presentes afirmaram ver ambigüidades nos sinais emitidos pelos petistas. “As declarações de Lula [de que o presidente do BC será alguém consistente com os objetivos do PT] nos faz imaginar quais são esses objetivos”, comentou o economista-chefe para mercados emergentes do banco UBS Warburg, Michael Gavin.

Assim falou...Jorge Bornhausen

“PFL e PT são partidos antagônicos em seus programas e não se misturam.”

Do presidente do PFL, em nota sobre o anunciado apoio de Roseana Sarney a Lula. Segundo o senador, “a decisão carece de visão nacional”.

Tudo é história

O presidente George W. Bush assumiu a Casa Branca com a promessa de fazer um amplo corte de impostos, sacando do formidável superávit orçamentário construído durante os dois mandatos de Bill Clinton.

Como a economia embicou para baixo, os EUA vão fechar este ano fiscal com US$ 165 bilhões de déficit. É um dos principais motivos pelos quais Bush deixa de lado a economia e prefere falar da ameaça iraquiana quando sai pelo país em campanha pelos republicanos.

Revista Consultor Jurídico, 27 de setembro de 2002, 9h51

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