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Quinta-feira, 26 de setembro.

Primeira Leitura: Serra critica campanha petista e os vários PTs.

Crise de confiança

“O Brasil conseguiu resistir ao contágio da crise na Argentina, mas agora enfrenta uma aguda deterioração de confiança no mercado financeiro.” Essa é a avaliação do FMI, conforme o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado quarta-feira.

O Fundo prevê que a economia brasileira crescerá apenas 1,5% em 2002, mas é otimista para 2003 (estima crescimento de 3%).

Fator Lula

Um sintoma da crise de confiança: a corretora americana Merrill Lynch rebaixou sua classificação dos títulos da dívida brasileira. Além disso, o também americano Goldman Sachs rebaixou três dos maiores bancos privados do país: Bradesco, Itaú e Unibanco.

Nos dois casos, a justificativa foi a mesma: a possibilidade de vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno.

Expectativa

A Merrill Lynch diz ainda que é grande a possibilidade de novas quedas no C-Bond, o principal título da dívida brasileira. Mas, ontem, os indicadores financeiros apresentaram discreta melhora.

Depois do recorde de terça, o dólar recuou 3,04%, fechando a R$ 3,665; o risco caiu 1,81%, para 2.173 pontos.

Armínio fica?

Em entrevista ao Grupo Estado, José Serra (PSDB) atribuiu a alta do dólar à situação internacional e a uma análise equivocada sobre os países emergentes. Em contraposição ao que disse Lula no dia anterior, o presidenciável tucano disse que manterá Armínio Fraga no Banco Central se for eleito.

Ambigüidades

Serra disse que sua eventual eleição reduziria o nervosismo do mercado e criticou a campanha petista.

“Há vários PTs: o do mercado, o que quer tranqüilizar o MST, o que quer tranqüilizar o movimento sindical. Nosso discurso é único."

Abuso de preços

O candidato tucano ao Planalto defendeu o controle dos preços dos combustíveis pela Agência Nacional do Petróleo. “Não há concorrência nem livre mercado no setor. Nem aqui nem internacionalmente. É um cartel." Serra disse que, por deter o monopólio no Brasil, a Petrobras pratica "abuso de preços".

Sem controle

Pela atual política econômica, o malanista Francisco Gros dirige a Petrobras – uma estatal que detém, na prática, o monopólio do mercado – pensando apenas no interesse de seus 400 mil acionistas. O Brasil real não entra em seus cálculos.

Assim falou...Tom Daschle

“(Bush) diz a quem lutou no Vietnã e na Segunda Guerra Mundial que eles não estão interessados na segurança do povo americano (porque são democratas).”

Do líder do Partido Democrata no Senado dos EUA, ao exigir desculpas do presidente. Em violento discurso ontem, Daschle acusou Bush de manipular o debate sobre a guerra contra o Iraque para obter vantagens eleitorais.

Tudo é história

A única social-democracia com alguma relevância que mantém uma posição independente na questão iraquiana é a Alemanha de Gerhard Schroeder. A posição firme de não enviar tropas para uma eventual ofensiva americana e britânica contra Bagdá garantiu ao chanceler alemão o fortalecimento da coalizão com os verdes, fundamental para a apertada vitória no domingo passado.

A ousadia, porém, está custando caro. A irritação da Casa Branca dispensa sutilezas: nem as protocolares congratulações pela vitória aconteceram, e o chanceler reeleito se movimenta para tentar aplacar a ira imperial americana. Está claro que, sob a liderança de Bush, a única superpotência mundial não deixa espaço para discordâncias na comunidade internacional.

Revista Consultor Jurídico, 26 de setembro de 2002, 9h20

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