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Quarta-feira, 25 de setembro.

Primeira Leitura: entrevista de Lula deixa mercado em pânico.

De volta ao passado

O presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva deu uma longa entrevista ao Grupo Estado, terça-feira, e deixou o mercado em pânico ao utilizar uma retórica de ruptura, diferente da adotada até então na campanha eleitoral. A declaração mais crítica foi em relação à possível mudança nas metas de inflação.

Comparando maçãs e laranjas

Segundo Lula, a inflação deve ser “a mais baixa possível”, mas, sobre a recomendação da direção do FMI de que a meta não seja afrouxada, respondeu:

“Não vamos permitir que o Brasil seja tratado como um país pequeno. Da mesma forma que não demos palpites na questão da falsificação dos balanços nos EUA, não vamos permitir palpites aqui”.

Durou pouco

Lula foi, também, enfático ao afirmar que o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, não ficará em seu governo, e que deve optar por um “perfil” no qual o PT acredita.

Durante algum tempo, figuras de relevo do PT acenaram com a possibilidade de manter Armínio no cargo durante um período de transição em um eventual governo Lula.

Alta ansiedade

O mercado reagiu à fala de Lula em tempo real, com alta cada vez mais pronunciada do dólar. O Banco Central tentou conter a cotação, mas, no fechamento, a moeda foi a R$ 3,78.

A taxa de risco apresentava ligeira alta, de 0,23%, para 2.212 pontos básicos. O principal título da dívida brasileira, o C-Bond, voltava a sofrer perdas, desta vez de 0,49%.

Com qual PT?

Em reunião fechada para banqueiros, Aloizio Mercadante, uma das principais vozes econômica do partido, fez um discurso moderado, contrastando com a entrevista de Lula.

O economista disse que não vê espaço para mudanças radicais na política econômica e descartou uma queda abrupta da taxa básica de juros.

Outro tom

Mercadante afirmou que, no cenário atual, nenhum governo poderá se desviar do que foi definido no acordo com FMI. Disse ainda que controle de capitais não funciona e está totalmente descartado.

Confirmou que, uma vez eleito, o PT escolherá outro presidente para o BC, mas garantiu que será um nome de grande trânsito no mercado.

“Uso da máquina”

A Petrobras poderá reajustar o preço dos combustíveis antes das eleições, informou ontem o presidente da estatal, Francisco Gros.

Segundo ele, “a decisão de reajustar os preços dos combustíveis é comercial, e não política”. As candidaturas de oposição não têm do que reclamar...

Assim falou...Lula

“Parece um copo de água benta, onde todo mundo põe a mão.”

Do candidato do PT à Presidência, na sabatina do Grupo Estado, em São Paulo, referindo-se à formulação da política econômica de seu eventual governo. Segundo Luiz Inácio Lula da Silva, “tem muita gente querendo dar palpites (...), é economista, é estudante, enfim, é todo mundo”.

Tudo é história

Em reunião encerrada terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU determinou que Israel ponha fim ao cerco de seu Exército a Yasser Arafat, isolado no que restou do QG da Autoridade Palestina em Ramallah, na Cisjordânia.

O governo de Ariel Sharon ignorou a determinação – segundo uma autoridade israelense, a operação vai continuar até que Israel atinja seu objetivo declarado, que é prender ativistas palestinos acusados de terrorismo.

A decisão do Conselho de Segurança deve ter o mesmo destino de resoluções anteriores desse fórum internacional, que determinavam a retirada israelense dos territórios palestinos ocupados: não serão cumpridas.

Revista Consultor Jurídico, 25 de setembro de 2002, 9h53

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