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Terça-feira, 24 de setembro.

Primeira Leitura: subida de Lula em pesquisa motiva alta do dólar.

Ansiedade

O preço imposto pelo mercado para uma vitória de Lula no primeiro turno sobe na proporção em que cresce o favoritismo do candidato nas pesquisas. A divulgação do levantamento Datafolha no fim de semana, no qual o petista aparece com 44% das intenções de votos — a dois pontos percentuais de resolver a eleição em 6 de outubro —, fez com que o dia de negócios abrisse com o dólar muito pressionado.

Recorde

O vencimento, na quarta-feira, de uma dívida cambial de US$ 1,5 bilhão, que o governo optou por não rolar, contribuiu para a deterioração do ambiente. O Banco Central interveio, mas não conseguiu evitar o recorde do Plano Real no fechamento: cotação de R$ 3,57 (+4,84%) e um baixíssimo volume de negócios.

Jogo de cena

O PT telefonou e cobrou do presidente Fernando Henrique Cardoso explicações sobre o fato de o dólar estar batendo recorde. Por cortesia, FHC talvez não tenha dito que Lula é o motivo. Mas é, e o próprio PT sabe disso.

Outros números

A taxa de risco do país aumentou 9,74%, para 2.175 pontos básicos. O C-Bond, principal título da dívida brasileira, fechou negociado a 51,4% do valor de face, arrastando para a desvalorização papéis de vários países emergentes. A Bovespa fechou em baixa de 3,35%.

Sem trégua

Nada conteve o nervosismo dos investidores, nem mesmo o excepcional resultado da balança comercial, que somente na semana passada obteve um saldo de US$ 929 milhões, elevando o superávit no ano a US$ 7,2 bilhões.

Relatório do banco HSBC a clientes, distribuído nesta segunda, pondera que “o cenário eleitoral segue indefinido, mas o tempo está correndo a favor de Lula”.

Day after

O economista Guido Mantega, assessor econômico do candidato do PT, avalia que o mercado vai se tranqüilizar depois das eleições, seja quem for o vitorioso. “Quem está fazendo operações a R$ 3,50 pode perder dinheiro”, disse.

Teoria conspiratória

Para o candidato ao Senado pelo PT Aloizio Mercadante, o dólar em alta revela uma nova estratégia tucana para derrubar Lula. “Eles [tucanos] já tentaram de tudo para enfraquecer a candidatura de Lula.

Como todas as estratégias deram errado, até as ofensas e ataques ao partido, resolveram apelar novamente para o terrorismo econômico", afirmou.

Menos investimentos

O Brasil despencou do terceiro para o 13º lugar no Índice de Confiança do Investimento Direto Estrangeiro, da consultoria americana AT Kearney.

Segundo a pesquisa, realizada com executivos das mil maiores empresas do mundo, o volume dos investimentos caiu significativamente em todo o mundo.

Queda

A China superou os EUA e lidera o ranking de 2002. Em terceiro está o Reino Unido, seguido por Alemanha e França. Essa é a primeira vez que o Brasil não figura entre os quatro primeiros do ranking.

Assim falou...Eduardo Duhalde

“O Brasil deve ter muito cuidado para não passar o que está passando a Argentina.”

Do presidente argentino, em entrevista à imprensa brasileira em Buenos Aires. Ele lembrou que a blindagem financeira obteve do FMI foi concedida à Argentina há dois anos.

Ironias da história

Deu no Financial Times: os EUA prometem “dedicação total” à tarefa de reconstruir o Iraque como um Estado democrático e unificado, caso o regime de Saddam Hussein seja derrubado em uma ofensiva militar. A declaração, da assessora de segurança nacional do governo Bush, Condoleezza Rice, é surpreendente, para dizer o mínimo.

Afinal, democracia é um artigo em falta no mundo árabe, onde a regra são regimes de força com maior ou menor brutalidade, e Bush não vê problema em receber em sua fazenda, no Texas, as autoridades da Arábia Saudita, cujo regime é igualmente ditatorial.

Os EUA não se incomodavam com as atrocidades de Saddam quando este se voltou contra o Irã dos aiatolás, que representavam a principal preocupação americana na região no começo dos anos 80. Na época, Washington forneceu ajuda militar ao Iraque.

Revista Consultor Jurídico, 24 de setembro de 2002, 9h53

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