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Eleições 2002

Segurança de votação eletrônica é colocada em dúvida

A segurança do sistema de votação eletrônica foi colocada em dúvida nos últimos dias. No Piauí, o promotor eleitoral de Beneditinos, Cláudio Bastos Lopes, pediu que fosse feito um teste para detectar falhas nas urnas.

No Rio de Janeiro, teria ficado constatado que o programa responsável pela conferência da integridade dos demais programas e dados (o 'vaudit.exe') está com defeito e não apresenta a tabela completa dos candidatos a deputado estadual.

O Tribunal Superior Eleitoral foi comunicado do caso do Rio de Janeiro. A assessoria de imprensa do TSE informou que não há problemas nas urnas do Rio. Técnicos do TSE já estiveram no local e nada de irregular foi constatado, segundo a assessoria de imprensa.

Sob suspeita

De acordo com o jornal Meio Norte, da semana passada, as urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições deste ano estão apresentando falhas ou tiveram seu software básico indevidamente alterado. As falhas teriam sido detectadas durante a instalação do programa para o treinamento de mesários.

Segundo notícia do jornal, foi feito um teste "exaustivo" nas urnas com o programa "Run-In" para detectar falhas e começou a aparecer na tela a seguinte mensagem: "Erro na integridade do sw (software) básico na flash interna, envie a urna para manutenção".

O promotor eleitoral de Beneditinos pediu para que seja identificada, em sua zona eleitoral (47ª) "quais apresentam falhas ou que tiveram seu `software' básico indevidamente alterado, evitando-se que urnas defeituosas sejam inseminadas com os programas de votação e tabelas de candidatos".

No Rio, o engenheiro Amílcar Brunazo Filho, contratado pelo PDT para acompanhar a inseminação de dados nas urnas eletrônicas, também teria constatado defeito em um programa. De acordo com ele, o problema pode ter dimensão nacional.

O programa 'vaudit.exe' foi elaborado pela Secretaria de Informática do TSE. Nenhum dos partidos políticos que conferiram o sistema em Brasília, em sessões públicas organizadas pela Justiça Eleitoral, detectou o problema.

"Na ocasião o PDT impugnou todos os programas - e especialmente o 'vaudit.exe' - por não haver possibilidade técnica no prazo de cinco dias determinado pelo TSE - de conferir a integridade dos programas que rodam na urna eletrônica", disse Brunazo.

De acordo com o engenheiro, o programa 'vaudit.exe' mostra a tabela de candidatos a deputado estadual de apenas dois de mais de 15 partidos que estão disputando a eleição. O TSE nega a afirmação.

Revista Consultor Jurídico, 23 de setembro de 2002, 10h27

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